VÁRZEA GRANDE
Prefeita e Sintep/VG discutem recomposição salarial dos profissionais da educação
VÁRZEA GRANDE
Conforme a prefeita, é fundamental ouvir reivindicações e disse que fará o possível para conceder recomposição do piso salarial de 6,27. Sintep/VG reconhece transparência e disposição ao diálogo, postura inédita no Executivo Municipal
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), recebeu a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública (Sintep/VG), para discutir a recomposição salarial da categoria. Conforme a prefeita, é fundamental ouvir as reivindicações e disse que fará o possível para conceder a recomposição do piso salarial de 6,27% em março, com retroativo a janeiro de 2025.
“Todos os pedidos são justos, a prefeitura já estava fazendo os estudos de impacto financeiro. Na campanha, assinei uma carta-compromisso com a categoria e farei de tudo para conceder essa recomposição para toda categoria, pois quero isonomia para todos”, relata Moretti.
“Vamos sentar com a equipe financeira, quero que a categoria participe e que tudo seja muito transparente com vocês e todos servidores. Vamos fechar a folha de março e analisar os números e disponibilidade financeira do município”, disse a prefeita.
O secretário municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Edson Sestari, relatou que foram deixados R$ 35 milhões de restos a pagar da gestão passada no exercício 2024. “Estamos cortando na própria carne, encerramos diversos contratos de aluguéis, diminuímos o número de servidores em alguns locais como os vigias de miniestádios, estamos reavaliando alguns contratos de convênio, entre outros. Há dívidas de todos os cantos e em diversos setores essenciais, como por exemplo, na alimentação escolar”, disse o secretário.
Conforme o presidente do Sintep/VG, Juscelino Dias de Moura, o diálogo foi proveitoso e que nunca houve debates de ideias com gestões anteriores. “Considerei positivo, vamos sentar novamente, no final de março, e debater o balanço financeiro da prefeitura com os números que temos. Há dez anos que não havia avanços e não éramos ouvidos pela a administração municipal”, disse Juscelino.
A vereadora, Rosy Prado (UB), relatou que articulará a celeridade da aprovação dentro da Câmara. “Não só eu, como todos os vereadores, desejo que os servidores da educação sejam valorizados. O Executivo e o Legislativo vão trabalhar juntos mais uma vez. Parabéns à prefeita e demais secretários por receberem a categoria”, disse Rosy.
Participaram da reunião, o secretário municipal de Gestão Fazendária, José Mazzuco Júnior, secretária de Planejamento, Fabyane Nagazawa, secretária de Administração, Nadir Martins Araújo, secretário municipal de Governo, Dito Lucas, controladora do município, Elizangela Batista de Oliveira, procurador-geral do município, Maurício Magalhães Faria Neto, presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira e a vice-presidente do Sintep/VG, Leiliane Borges.
VÁRZEA GRANDE
Prefeita aciona Justiça para obrigar Câmara a votar projetos em sessão extraordinária
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), ingressou com um mandado de segurança para que a Justiça determine ao presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), a convocação de uma sessão extraordinária para votar projetos considerados urgentes pela administração.
Na ação, o Executivo alega que a ausência da sessão impede a apreciação de propostas essenciais para a gestão financeira do município, entre elas um projeto que amplia o limite para abertura de créditos suplementares e outro que autoriza o parcelamento de débitos previdenciários. Segundo a Prefeitura, a situação pode comprometer a execução de recursos destinados à Saúde e a outras áreas da administração.
O município também afirma que 14 dos 23 vereadores assinaram requerimento favorável à convocação da sessão e pede que a Justiça fixe multa diária ao presidente da Câmara em caso de descumprimento de eventual decisão.
Em nota, a Câmara Municipal negou omissão e afirmou que a sessão extraordinária só pode ser convocada após a conclusão da tramitação das matérias nas comissões permanentes. O Legislativo também argumentou que a própria Prefeitura retirou projetos anteriores durante a tramitação e destacou que já aprovou mais de R$ 155,6 milhões em remanejamentos orçamentários solicitados pelo Executivo em 2026.
A Câmara informou ainda que apresentará sua defesa caso a Justiça determine o prosseguimento da ação.
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