OPERAÇÃO LAÇO OCULTO
Servidora investigada por extorsão movimentou R$ 7 milhões em três anos, aponta Polícia Civil
POLÍCIA
A servidora pública Fernanda Leite da Matta, investigada na Operação Laço Oculto, movimentou cerca de R$ 7 milhões em operações de crédito e débito ao longo de três anos, segundo a Polícia Civil. Ela é apontada como uma das líderes de um esquema que teria extorquido R$ 1,1 milhão de uma colega de trabalho durante quatro anos.
A operação foi deflagrada na terça-feira (21) pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), que cumpriu 14 ordens judiciais em Cuiabá e Várzea Grande. Além de Fernanda, também é investigado o servidor da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Deiwson Ortelhado.
De acordo com o delegado Hugo Abdon Lima, os suspeitos teriam usado informações sobre a rotina da vítima para convencê-la de que estava sendo ameaçada por um agiota, levando-a a realizar sucessivas transferências bancárias.
Além do crime de extorsão, a investigação apura possíveis práticas de lavagem de dinheiro, receptação e agiotagem. A Polícia Civil solicitou o bloqueio de mais de R$ 3 milhões em bens e valores, além do sequestro de veículos, para garantir o ressarcimento dos prejuízos e o andamento do processo.
POLÍCIA
Megaoperação mira facção e cumpre 27 mandados em quatro cidades de Mato Grosso
Na manhã desta quarta-feira (22), a Operação Vértice para cumprir 27 mandados judiciais contra investigados por suposta participação em uma facção criminosa ligada ao tráfico de drogas na região dos municípios de Gaúcha do Norte e Paranatinga.
As ordens judiciais, expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias – Polo Rondonópolis, incluem 14 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão domiciliar. As ações ocorreram simultaneamente nas cidades de Gaúcha do Norte, Paranatinga, Água Boa e Rondonópolis.
Segundo o boletim, a investigação teve início em abril de 2025, após a prisão de um homem apontado como responsável por coordenar a distribuição de drogas em Gaúcha do Norte. Conforme a apuração, ele seria o principal intermediário entre a liderança da organização criminosa e os traficantes que atuavam no município.
Ao longo das investigações, os policiais identificaram um grupo suspeito de atuar na comercialização de entorpecentes, além de monitorar a movimentação de viaturas policiais e repassar regras internas da facção aos integrantes.
A operação contou com o apoio de equipes das delegacias de Primavera do Leste, Paranatinga, Água Boa e Rondonópolis, além da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) e do Núcleo de Inteligência.
De acordo com a informação, o nome Vértice faz referência ao papel atribuído ao principal investigado, apontado como o elo entre a liderança da facção e os demais suspeitos.
Os investigados responderão às acusações conforme o andamento do processo. As suspeitas ainda serão analisadas pela Justiça, e as defesas dos envolvidos poderão se manifestar durante a tramitação dos casos.
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