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Caveiras Moto Festival deve movimentar hotéis, comércio e serviços em Rondonópolis

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Mais do que reunir apaixonados por motocicletas e oferecer uma programação cultural gratuita para toda a família, a 10ª edição do Caveiras Moto Festival deve gerar uma importante movimentação econômica em Rondonópolis. Realizado pelo Instituto Brasil, com apoio da Prefeitura de Rondonópolis, o evento acontece nos dias 4, 5 e 6 de setembro, no Parque Encontro das Águas, no fundo das Lojas G, e terá como atrações nacionais Supla, RPM e Rodox. 

A expectativa é de que a presença de milhares de motociclistas e visitantes de Rondonópolis e de outras cidades impulsione diferentes setores da economia, como hotelaria, restaurantes, postos de combustíveis, oficinas, lojas especializadas em motocicletas, além de serviços ligados à montagem, alimentação, limpeza e manutenção da estrutura do festival. 

Para o presidente do Motoclube Caveiras do Cerrado, Anderson Luiz Valério, o evento já se consolidou no calendário cultural do município e produz reflexos econômicos que vão além dos três dias de programação. “Todos os motociclistas que vão ao evento levam suas motos para lavar e revisar. Isso já gera receita para os lava-jatos, oficinas e concessionárias. Os visitantes que vêm de fora também movimentam hotéis, restaurantes e todo o comércio da cidade”, destacou. 

Segundo Anderson, a própria realização do festival também gera oportunidades de trabalho. A montagem e desmontagem da estrutura, limpeza, manutenção, bares, restaurantes e praça de alimentação envolvem a contratação de diversos profissionais. “Só essa parte vai movimentar mais de 150 pessoas que vão trabalhar e gerar sua receita durante o evento. Fora isso, temos os hotéis, os expositores e todo o movimento gerado pelas milhares de pessoas que participam”, explicou.

Foto – Marcos Miraglia

Um dos setores que mais percebe o impacto de grandes eventos é a hotelaria. Com a chegada de visitantes de outras cidades, a procura por hospedagem aumenta e beneficia também outros segmentos que recebem os turistas durante a permanência em Rondonópolis. 

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De acordo com Adriano Moreno, gerente do Hotel Rios, a procura por hospedagem já aumentou para o período do festival. A expectativa é de que a ocupação chegue a até 80%, acima da média registrada normalmente aos finais de semana. “Aumenta a procura e eu já tenho bastante quartos ocupados nessa data, de pessoas que fazem a reserva com antecedência. Este ano teremos uma novidade, que são três dias de evento, então a expectativa é que seja ainda melhor”, afirmou. 

Adriano destaca ainda que o impacto não fica restrito aos hotéis. “Eventos como o Caveiras são muito atrativos para a hotelaria de Rondonópolis. Quando a hotelaria está em alta, todo o movimento gira. A gente atrai pessoas para lanchonetes, restaurantes, shopping e outros estabelecimentos. Rondonópolis merece sediar eventos como esse e buscar cada vez mais iniciativas que movimentem a cidade nos finais de semana”, ressaltou. 

A movimentação de motociclistas também deve refletir diretamente nos postos de combustíveis e estabelecimentos que oferecem serviços aos viajantes. 

Para o empresário Anísio Dias de Souza, do Grupo Posto Fórum, a expectativa é de aumento nas vendas de combustíveis e nos serviços oferecidos pelo estabelecimento. “A expectativa é muito grande, porque temos conveniência e troca de óleo. Esperamos melhorar a quantidade de vendas de abastecimento. Desde antes do evento o movimento já começa a aumentar. No domingo, por exemplo, tivemos uma rodada de motos e isso aumenta as vendas”, contou. 

O empresário ressalta que a presença de visitantes de municípios da região também amplia o alcance econômico do festival. “Mesmo os não motociclistas vêm de Pedra Preta, Guiratinga, Cuiabá e outras cidades. Isso vai movimentar também hotéis e restaurantes. É um evento muito valoroso para a economia da cidade”, afirmou. 

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As lojas especializadas em motocicletas também estão entre os segmentos que podem ser beneficiados pela realização do evento. Além das vendas durante o festival, a presença de motociclistas de outras cidades cria oportunidades para novos clientes e negócios futuros. 

Matheus Souza, do Atacadão Moto Peças, explica que produtos ligados à manutenção das motocicletas estão entre os mais procurados. “Sem dúvidas o evento atrai pessoas de várias cidades do Estado. Além da visibilidade para as empresas do segmento, esses visitantes também conhecem a nossa cidade. Os produtos mais procurados são aqueles de troca e manutenção do cotidiano, como pneus, kits de transmissão, óleos lubrificantes e pastilhas de freio. Através do evento, os viajantes conhecem o comércio local, principalmente as empresas que não existem nas cidades deles. Sempre temos clientes que nos visitam e que fazem contato posteriormente para compras futuras”, destacou. 

Com entrada gratuita, o 10º Caveiras Moto Festival é viabilizado pelo patrocínio da Rumo, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e por emendas parlamentares dos vereadores Investigador Gerson, Vinícius Amoroso e Kalynka Meirelles. O evento também tem caráter solidário e mobiliza o público a doar, no acesso ao parque, 1 quilo de alimento não perecível ou ração para pets. 

Ao longo de uma década, o festival se consolidou como um dos eventos do calendário cultural de Rondonópolis e passou a atrair visitantes de diferentes municípios e regiões. 

Para Anderson Valério, a permanência do evento no calendário do município demonstra justamente a sua importância para a cidade. “Já virou cultural. Tem pessoas que esperam o ano todo pelo evento. Recebemos mensagens, ligações e contatos pelas redes sociais de pessoas que já estão esperando a próxima edição. Isso fortalece o evento e também fortalece Rondonópolis”, afirmou.

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Exposição “Patrimônio Material e Imaterial – da Arquitetura à Música” ocupa Rosa Bororo até 25 de novembro

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A Secretaria Adjunta de Cultura e
Juventude realiza a exposição “Patrimônio Material e Imaterial –
da Arquitetura à Música” no Museu Rosa Bororo, que se encontra em
frente à Praça Brasil, na esquina entre a Rua Arnaldo Estevão de
Figueiredo e a Avenida Cuiabá, no Centro. A mostra está aberta ao
público de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e segue até o dia
25 de novembro.

“Dentro
da história, patrimônio é um conceito indispensável para se
pensar a formação cultural do cidadão. E nessa
mostra abordamos,
com as obras
expostas, temas tanto universais quanto
estaduais e
locais”, detalha um dos
curadores
da mostra, Carlos Henrique Ramos
Silvério, que é gerente da
Divisão de Patrimônio, Museu e Comunidades Tradicionais na
Secretaria Adjunta de Cultura e Juventude.

Contrapondo
o antigo e o contemporâneo, o abstrato e o concreto, o acervo
exibido reflete a materialidade e a imaterialidade das tradições
deixadas e, também, dos costumes, valores e crenças de outrora e
dos que vêm sendo construídos no dia a dia tanto da nação
brasileira quanto do Estado de Mato Grosso e da cultura
rondonopolitana.

O
moedor e o torrador de café assim como a cabaça que armazenava água
a ser transportada em longos percursos fazem o público voltar ao
passado. A economia de Rondonópolis é
ressaltada com o carro de boi que
carregava
as commodities produzidas no município, fazendo referência ao
agronegócio, segundo Carlos.
Já o tear aciona uma memória
universal, que é mencionada até mesmo em contos de fadas infantis.
Também estão expostos o milho, o algodão e o arroz.

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Durante
o passeio pelo equipamento cultural, o visitante vai poder contemplar
a viola tradicional e a viola de cocho e conhecer os estágios da
construção desta última. “A viola de cocho
é a versão mato-grossense da viola caipira, construída
com materiais encontrados
no Mato Grosso, como a cola oriunda da vesícula de piranha, as
cordas de tripa de macaco bugio ou cervo
do cerado”, explica o curador,
chamando atenção para as cores
pintadas no instrumento – outro registro notadamente
estadual. Carlos
ainda pontua: “Encontramos o
patrimônio material no próprio objeto da viola de cocho e o
imaterial na forma de fazer, com materiais
encontrados no Mato Grosso”.

Na
culinária, o pixé aparece como patrimônio material enquanto
alimento e imaterial enquanto receita que tem seu jeito peculiar de
ser produzido, com os ingredientes e a forma específica de
cozinhá-lo.

Quando
o olhar é lançado sobre a arquitetura, uma sobreposição entre o
passado e o presente traz uma maquete de uma casa simples e
rudimentar de adobe e outra de um edifício que rasga o céu.
Paralelamente, no mobiliário e decoração de interiores, há o
simples e o suntuoso, como uma cadeira requintada entalhada com
detalhes feitos manualmente e um banquinho pequeno e modesto, além
da moringa dialogando com um filtro de barro.

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Vestimentas
caipiras, lampiões a gás e alimentados com querosene, tapete
original de couro de vaca, sela de cavalo, discos de vinil e um
espaço dedicado à capoeira com atabaque, chocalho, berimbau e
cordas coloridas que representam os níveis de graduação na
capoeira são mais algumas peças exibidas na abordagem. 

“Nossa
ideia foi trazer um pouco do pantaneiro,
do sulista, do nordestino e do mineiro, que são as culturas
prevalentes na formação de Rondonópolis”, afirma o gerente.

Tem
sido recorrente a presença de turmas escolares em praticamente todas
as mostras que estão ocorrendo no Rosa Bororo, de acordo com Carlos.
“Temos recebido, a cada exposição, aproximadamente mil
estudantes, tanto de escolas públicas como privadas. Nessas
visitações são promovidas oficinas sobre o assunto da mostra
exposta no momento da visita”, comenta ele, que ainda acrescenta:
“Mas acolhemos toda a população, sejam alunos de colégios e
faculdades, idosos, jovens, crianças, famílias inteiras, turistas e
trabalhadores locais, enfim, todas as pessoas que desejem conhecer um
pouco de história e cultura são bem-vindas no Museu Rosa Bororo”.

Classes
escolares ou de universidades que queiram agendar uma visita, podem
entrar em contato pelo WhatsApp (66) 9 9675-8889.

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