VÁRZEA GRANDE
Força-tarefa reduz em 36% notificações dos casos de arboviroses em Várzea Grande
VÁRZEA GRANDE
Prefeita e a secretária de Saúde alertam que “ainda estamos enfrentando um período de chuvas intensas” e a colaboração da população se faz necessária no combate ao Aedes aegypti
O cenário epidemiológico do município de Várzea Grande vem registrando diminuição dos casos de dengue, zika e chicungunya. E isso se deve à força-tarefa realizada pelos agentes de endemias, da vigilância sanitária, e da atuação ampliada das secretarias de Serviços Públicos, por meio do Código de Postura, e da Educação na implementação de orientações educativas nas escolas.
O gráfico (abaixo) mostra a evolução das notificações desde a primeira semana de janeiro. Nas semanas 5, 6 e 7, o município registrou os piores momentos das arboviroses, com picos de casos possíveis passando de 1.300. Nesta 10 semana, foram contabilizados 437 notificações, o que revela uma queda acentuada da evolução das doenças. Na comparação com semana 9 – com 686 casos – a queda foi de mais de 36%.
“Ainda estamos longe de zerar os casos de arboviroses no município, mas estamos trabalhando intensamente, para a redução das notificações, que já estão sendo sentidas neste momento. Desde nossos primeiros desta nova gestão, estamos empenhados em combater focos e a proliferação do mosquito”, afirmou a prefeita Flávia Moretti (PL).
A secretária de Saúde, Deisi Bocalon, pontuou que nesta última semana foram registrados no município 437 casos de arboviroses. “É um quantitativo muito aquém do que vínhamos contabilizando. O ideal seria não haver casos, mas é um resultado que nos deixa bastante animados”.
Como lembra a secretária, o início de ano foi bastante turbulento, tanto que a prefeita Flávia Moretti decretou estado de calamidade na saúde e, a partir daí, medidas e ações tiveram que ser colocadas em práticas para tentar frear o aumento dos casos. “Para aumentar a capacidade de atendimento realizamos uma reforma na UPA, dobramos a capacidade de atendimento de 20 para 42 cadeiras de medicação, ampliamos o horário de atendimento em quatro unidades básicas de saúde, que estão funcionando até às 21 horas, para tentar também diminuir a lotação nas unidades de pronto atendimento, e intensificamos a atuação dos agentes de endemias e ampliamos também as áreas de coberturas”, informou.
“A intensificação das ações de combate ao Aedes aegypti e as ações preventivas e educativas que vêm sendo realizadas são essenciais para a redução das notificações da dengue, zika e Chikungunya”, pontuou a prefeita.
CONTRIBUIÇÃO – Ainda estamos enfrentando um período de chuvas intensas e a colaboração da população se faz necessária no combate ao mosquito. Ações simples, como: manter a casa limpa, retirar folhas e sujeiras que podem gerar acúmulo de água nas calhas, guardar garrafas com a boca para baixo, e manter as caixas de água sempre bem tampadas, são atitudes que contribuem para o combate ao mosquito, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
VÁRZEA GRANDE
Prefeita aciona Justiça para obrigar Câmara a votar projetos em sessão extraordinária
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), ingressou com um mandado de segurança para que a Justiça determine ao presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), a convocação de uma sessão extraordinária para votar projetos considerados urgentes pela administração.
Na ação, o Executivo alega que a ausência da sessão impede a apreciação de propostas essenciais para a gestão financeira do município, entre elas um projeto que amplia o limite para abertura de créditos suplementares e outro que autoriza o parcelamento de débitos previdenciários. Segundo a Prefeitura, a situação pode comprometer a execução de recursos destinados à Saúde e a outras áreas da administração.
O município também afirma que 14 dos 23 vereadores assinaram requerimento favorável à convocação da sessão e pede que a Justiça fixe multa diária ao presidente da Câmara em caso de descumprimento de eventual decisão.
Em nota, a Câmara Municipal negou omissão e afirmou que a sessão extraordinária só pode ser convocada após a conclusão da tramitação das matérias nas comissões permanentes. O Legislativo também argumentou que a própria Prefeitura retirou projetos anteriores durante a tramitação e destacou que já aprovou mais de R$ 155,6 milhões em remanejamentos orçamentários solicitados pelo Executivo em 2026.
A Câmara informou ainda que apresentará sua defesa caso a Justiça determine o prosseguimento da ação.
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