POLITÍCA NACIONAL
Remuneração para conciliador e mediador em audiências está na pauta do Plenário
POLITÍCA NACIONAL
Três projetos de lei estão na pauta do Plenário nesta quinta-feira (3), em sessão deliberativa extraordinária com início previsto para as 11h.
Em deles é o PL 223/2023, que garante a remuneração de conciliadores e mediadores pelo trabalho em audiências. Esses profissionais atuam na resolução extrajudicial de conflitos, ou seja, na busca por acordos sem que os envolvidos precisem levar o caso para decisão de um juiz.
O projeto acrescenta ao Código de Processo Civil, de 2015, a garantia da remuneração dos mediadores e conciliadores nos casos em que o número de audiências realizadas por eles exceder o percentual fixado pelo próprio tribunal. Eles seriam remunerados mesmo que o trabalho ocorra em audiências referentes a processos com gratuidade da Justiça.
O texto define ainda que a remuneração dos conciliadores e mediadores e das câmaras privadas deverá ser suportada com recursos do Poder Judiciário da União e estados, de acordo com emenda acatada pelo relator do projeto, senador Cid Gomes (PSB-CE).
A proposição foi aprovada anteriormente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e seguiu para apreciação do Plenário em regime de urgência. Caso seja aprovado, o texto retornará à Câmara, onde teve origem, para que os deputados confirmem ou rejeitem as mudanças feitas no Senado.
Doação de cabelo
Outro projeto a ser apreciado é o PL 610/2021, que institui a Campanha Nacional de Incentivo à Doação de Cabelo a Pessoas Carentes em Tratamento de Câncer e Vítimas de Escalpelamento (arrancamento brusco do couro cabeludo).
Se o texto for aprovado, a campanha será coordenada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, com a participação de organizações da sociedade civil, e será realizada anualmente durante a semana do Dia Nacional de Combate ao Câncer, em 27 de novembro. As ações devem esclarecer os procedimentos e os locais onde podem ser feitas as doações.
De autoria da Câmara dos Deputados, o texto já foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) antes de chegar ao Plenário. A matéria foi relatada pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que apresentou voto favorável à proposição.
Atenção humanizada
A pauta do Plenário inclui ainda o PL 119/2019, que estabelece a atenção humanizada como princípio no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e já foi aprovado pela CAS.
A atenção humanizada envolve a valorização, a autonomia e o protagonismo de usuários, trabalhadores e gestores do processo de saúde, a corresponsabilidade entre eles, o estabelecimento de vínculos solidários, a construção de redes de cooperação e a participação coletiva no processo de gestão.
O tema da humanização da atenção à saúde ganhou relevância em 2003, com a publicação da Política Nacional de Humanização (PNH) pelo Ministério da Saúde, e é tratado em várias normas infralegais que regulam essa política. Porém, a relatora do projeto, senadora Zenaide Maia (PSD-RN) destaca que o princípio ainda não é reconhecido na legislação que rege o SUS.
O texto teve origem na Câmara dos Deputados e, se aprovado sem alterações, segue para a sanção presidencial. Em caso de mudanças no texto, o projeto retorna para a análise dos deputados.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência
O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.
Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.
Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.
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