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Projeto regulamenta atuação de laboratórios de análises veterinárias

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Laboratórios de análises clínicas veterinárias em todo o Brasil poderão ser regulamentados por normas estabelecidas em projeto de autoria do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). A proposta (PL 3.665/2024) define as atribuições dos profissionais e o funcionamento dos estabelecimentos que fazem exames em material biológico de origem animal, usados para diagnósticos em saúde animal. A primeira comissão a analisar a matéria será a de Meio Ambiente (CMA), cabendo em seguida à Comissão de Assuntos Sociais (CAS) a decisão final sobre o projeto.

A regulamentação abrange laboratórios públicos e privados, bem como aqueles vinculados à saúde pública e instituições de ensino e pesquisa. No entanto, laboratórios que analisam alimentos, bebidas e água, mesmo com amostras de origem animal, estão excluídos das novas regras.

O texto especifica que as “análises clínicas animais” envolvem a coleta de material biológico animal e sua análise laboratorial, abrangendo exames biológicos, microbiológicos, imunológicos, bioquímicos, citológicos, genéticos, entre outros. Profissionais como biólogos, médicos-veterinários, biomédicos, farmacêuticos, zootecnistas e técnicos em veterinária, desde que registrados nos conselhos regionais de fiscalização profissional, estarão aptos a atuar no setor.

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A responsabilidade técnica pelos laboratórios e pela emissão de laudos ficará a cargo de biólogos, médicos-veterinários, biomédicos e farmacêuticos com formação específica em análises clínicas animais. Exames anatomopatológicos, como macroscopia e microscopia, serão de competência exclusiva dos médicos-veterinários. O funcionamento dos laboratórios será regulamentado em conjunto com os conselhos federais de fiscalização profissional.

Na justificativa do projeto, o senador destaca que a falta de regulamentação específica para as análises clínicas animais causa insegurança jurídica tanto para os profissionais da área quanto para a sociedade.

“Infelizmente, algumas classes têm dificuldades em assumir a responsabilidade técnica de laboratórios devido a interpretações equivocadas da legislação federal, e até mesmo profissionais da área veterinária encontram obstáculos para realizar coletas de material biológico”, afirma Mourão.

O senador argumenta que o projeto promoverá maior liberdade econômica e democratizará o acesso aos serviços de diagnóstico, permitindo que os tutores escolham livremente onde realizar os exames de seus animais.

Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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