MATO GROSSO
Réu é preso pelo Gaeco e tem júri designado para esta terça-feira
MATO GROSSO
Em apoio ao Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), força-tarefa permanente constituída pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo, prendeu nesse sábado (02), no município de Paranatinga, o réu Gilberto Luiz de Rezende.
Há uma decisão da 1ª Vara Criminal de Rondonópolis designando o seu julgamento para esta terça-feira (05) pelo Tribunal do Júri, sob a acusação de ter sido o autor intelectual dos crimes de homicídios qualificados cometidos contras as vítimas Marciana Siqueira da Silva, sua ex-esposa, e Ewandro Carlos Satelis, no ano de 1997.
Participaram da ação, dois agentes do Gaeco, oito policiais militares da Força Tática do Comando Regional de Rondonópolis e quatro PMs da Força Tática Regional de Primavera do Leste. Gilberto Luiz de Rezende foi localizado em uma fazenda no Distrito de Santiago do Norte, no município de Paranatinga, onde tentou fuga pela mata, antes de ser capturado.
Segundo o Ministério Público, os crimes correm risco de prescrição em razão de várias manobras adotada pela defesa no decorrer da ação penal. Consta nos autos que a primeira sessão plenária para julgamento do réu Gilberto Luiz de Rezende foi marcada para dezembro de 2009 e redesignada para maio de 2010, após a renúncia da defesa do réu.
Depois disso, conforme o MPMT, uma nova sessão de julgamento foi agendada para o final de agosto do mesmo ano e acabou não acontecendo em razão de exceção de suspeição oposta pela defesa. Outro julgamento foi marcado para maio de 2011 e novamente não foi concretizado devido a um atestado médico apresentado pela defesa.
Consta nos autos que a quinta sessão de julgamento foi agendada para março de 2015 e não foi concretizada em razão da apresentação de novo atestado médico pela defesa. Na data de 13.07.2015, por falta de quórum, um novo julgamento não ocorreu. Segundo o MPMT, em setembro de 2016, finalmente o réu foi submetido ao Tribunal do Júri e condenado a 28 anos de reclusão em regime inicial fechado e sem direito a recorrer em liberdade.
Na ocasião, a defesa ingressou com habeas corpus no Tribunal de Justiça e obteve a liberdade provisória do réu. Além disso, apresentou recurso de apelação ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, que anulou o júri por alegada violação à plenitude de defesa.
Posteriormente, o Superior Tribunal de Justiça cassou a decisão do TJMT e determinou que a apelação fosse julgada novamente para levar em consideração que a defesa, durante o Júri, em momento algum registrou em ata de julgamento qualquer vício do Júri. Em razão disso, o TJMT negou provimento ao recurso de apelação do réu e manteve a condenação. No entanto, após a apresentação de diversos recursos, a defesa conseguiu, em sede de embargos de declaração de embargos infringentes de recurso de apelação, que o réu fosse submetido a novo Júri, designado para o dia 16 de outubro deste ano.
Ocorre que, devido a requerimentos apresentados pela defesa para substituição de testemunhas, o julgamento foi redesignado para o dia 31 de outubro, ocasião em que o advogado que representava o réu se recusou a realizar o Júri e abandonou a sessão, sendo-lhe aplicada multa e decretada a prisão preventiva do réu. O ato foi mais uma vez redesignado para o dia 21.11.2023.
Conforme o MPMT, nesse intervalo, a defesa impetrou habeas corpus e conseguiu substituir a prisão preventiva do réu por medidas cautelares diversas da prisão. No dia 16.11.2023, a defesa opôs Exceção de Suspeição e, na véspera da realização da Sessão, apresentou atestado médico com pedido de redesignação do Júri. No dia 21 de novembro, em razão do descumprimento das medidas cautelares impostas ao réu, o juiz, a pedido do Ministério Público, decretou a sua prisão preventiva.
O Crime – De acordo com a denúncia do Ministério Público, os homicídios foram cometidos no dia 28 de agosto de 1997, por volta das 10h20 da manhã. As vítimas estavam no interior de um veículo Pálio quando oram atingidas por disparos de armas de fogo efetuados por Adeir de Sousa Guedes Filho, o qual, segundo o MPMT, foi contratado por Gilberto Luiz de Rezende para execução dos homicídios em razão de ciúmes.
Adeir de Sousa Guedes Filho, conforme o MPMT, tinha envolvimento com o grupo de criminosos conhecidos como “A Firma”. Ele já foi julgado e condenado pelo duplo homicídio.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MATO GROSSO
EBC conquista mais R$ 23 milhões para investimento na TV 3.0 no Brasil
A diretoria da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) conquistou R$ 23 milhões junto a ANATEL/GIRED para investimento na implantação da infraestrutura necessária à TV 3.0 no Brasil.
Para a diretora-presidente da EBC , Antonia Pellegrino, a aprovação dos recursos reforça o protagonismo da empresa na implantação da nova geração da TV aberta no país.
“Essa conquista orçamentária representa mais um passo concreto para a consolidação da TV 3.0 no Brasil e reforça o papel estratégico da EBC na construção da Plataforma Comum”, avalia. “A infraestrutura permitirá ampliar a presença da comunicação pública nesse novo ambiente, reunindo conteúdos, serviços e aplicações, levando ao cidadão uma experiência de televisão mais integrada e conectada”, explica.
Trabalhadores também ganham
Com o investimento, a EBC passará a contar com um novo sistema MAM (Media AssetManagement ou Gerenciamento de Ativos de Mídia) para Brasília, que servirá à Plataforma Comum e à empresa.
A EBC poderá utilizar parte da capacidade desse sistema para que seu Acervo melhore armazenamento, organização, catalogação e distribuição de arquivos de mídia digital. A nova estrutura permitirá, ainda, à Plataforma Comum integrar conteúdo do Tela Brasil, serviço público e gratuito de streaming dedicado à produção audiovisual brasileira.
Segundo o diretor de Operações, Engenharia e Tecnologia da EBC , Bráulio Ribeiro, os recursos serão fundamentais para colocar a Plataforma Comum em operação em larga escala.
“O projeto como um todo contempla data centers, servidores, balanceamento e toda a camada tecnológica necessária para suportar dezenas de milhares de acessos simultâneos e integrar diferentes conteúdos e serviços”, explica. “É uma estrutura pensada para garantir capacidade, disponibilidade e escalabilidade à TV 3.0”, resume.
A expectativa é que a infraestrutura esteja em pleno funcionamento em julho de 2027, fortalecendo o papel da EBC como articuladora da transformação tecnológica da televisão aberta brasileira e contribuindo para a consolidação da TV 3.0 no país.
Sobre a TV 3.0
A TV 3.0 é a próxima geração da televisão digital brasileira e prevê a evolução da experiência da TV aberta por meio da integração entre transmissão e conectividade. O novo modelo possibilita a combinação de conteúdos lineares, vídeo sob demanda e aplicações digitais, ampliando as possibilidades de distribuição e interação com o público.
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