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Comissão externa vai verificar denúncias de prisões políticas na Bolívia

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A Comissão de Relações Exteriores (CRE) decidiu nesta quinta-feira (27) criar uma comissão temporária externa para verificar in loco a situação política e social da Bolívia. A iniciativa foi motivada pelas denúncias de que o atual governo desse país estaria promovendo perseguição política e prisões arbitrárias de opositores.

A criação da comissão externa foi solicitada pelo senador Sergio Moro (União-PR) por meio do requerimento REQ 3/2025-CRE. Para a composição desse colegiado, ele sugere até seis senadores membros. O senador também recomenda que os trabalhos do grupo se estendam por até 180 dias.

De acordo com Moro, entre as providências cabíveis durante a visita ao país estariam: dialogar com representantes do governo e da oposição; visitar opositores presos; e produzir relatório detalhado sobre o que foi observado.

O senador aponta em seu requerimento episódios de perseguição política e prisões arbitrárias de opositores do atual governo boliviano, como seriam o caso da prisão da ex-presidente interina Jeanine Áñez e do governador de Santa Cruz, Luis Fernando Camacho. Moro também cita um processo contra o ex-presidente Tuto Quiroga.

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— Temos uma responsabilidade, o Brasil, não de interferir nos assuntos dos países vizinhos, mas de chamar atenção nesses questionamentos e ajudar essas pessoas, já que nós aceitamos a adesão da Bolívia ao Mercosul — afirmou ele. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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