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Projeto permite a remuneração de participantes de pesquisas em ciências humanas e sociais

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O Projeto de Lei 4172/24 permite a remuneração de voluntários que participem de pesquisas nas áreas de ciências humanas e sociais que envolvam risco mínimo à saúde e sem intervenções médicas. O texto está sendo analisado pela Câmara dos Deputados.

A proposta altera a Lei 14.874/24, que atualmente proíbe o pagamento de qualquer remuneração ou benefício aos participantes de pesquisas com seres humanos.

Autor, o deputado Tião Medeiros (PP-PR) argumenta que a regulamentação de pesquisas com seres humanos é essencial para proteger os direitos e a integridade dos participantes. Ele avalia, no entanto, que estender as diretrizes da lei a todas as áreas do conhecimento acabou prejudicando significativamente o desenvolvimento de algumas áreas do conhecimento, como as ciências sociais.

“Pesquisas sobre comportamento humano, como aquelas que investigam a polarização política nas redes sociais ou as decisões econômicas irracionais, frequentemente compensam os participantes pelo tempo dedicado ao estudo”, argumenta o autor.

“Essas compensações são uma prática ética reconhecida, que visa valorizar o tempo e o esforço dos participantes, além de facilitar a obtenção de uma amostra representativa”, acrescentou.

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Próximas etapas
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Saúde; de Ciência, Tecnologia e Inovação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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