MATO GROSSO
MT está fora das estatísticas de ataques pelo ‘novo cangaço’ no país; investimento em segurança é de R$ 270 milhões em 3 anos
MATO GROSSO
O Estado de Mato Grosso deixou de fazer parte das estatísticas de ataques do “novo cangaço”. O levantamento foi divulgado pelo Portal de Notícias UOL, nesta segunda-feira (02.05).
A reportagem “Evolução do ‘novo cangaço’: mais violentos, grupos dominam cidades inteiras” destaca os 20 municípios do país que sofreram os ataques mais violentos nos últimos anos, tendo como base dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e aponta que as cidades mato-grossenses ficaram de fora da lista de vítimas dessa modalidade de crime.
Os investimentos do Governo de Mato Grosso para o aparelhamento das forças de segurança propiciaram maior produtividade e, consequentemente, redução nos índices criminais, segundo o secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante.
Em três anos, o Governo investiu R$ 270 milhões em viaturas, armas e fardamento das forças de segurança, além de reforçar as ações em todo o Estado.
Os investimentos incluem R$ 190 milhões na aquisição de novas viaturas, troca e padronização das armas da Polícia Militar e da Polícia Judiciária Civil, além da compra de fuzis, ao valor total de R$ 61 milhões.
“Até o final deste ano, todo o policial militar ou civil terá uma pistola da marca Glock 9mm, uma das melhores do mundo. Além disso, estão sendo adquiridas armas longas da marca Sigsauer, também uma das melhores, para reforço das forças de segurança”, destacou o secretário.
O governo ainda comprou um helicóptero, com investimento de R$ 20,8 milhões, uma aeronave, com recursos disponibilizados em parceria com o Poder Judiciário. As duas aquisições foram feitas em 2021 e renovaram a frota aérea do Estado, garantindo maior efetividade nas ações.
Além disso, investimentos na ordem de R$ 74 milhões foram feitos para a implantação de rádio digital para a Polícia Militar, e outros R$ 65 milhões estão sendo investidos para a compra de 15 mil novas câmeras de videomonitoramento.
Já os investimentos em fardamento alcançaram o montante de R$ 33,6 milhões, destinados para as Polícias Militar, Civil e Penitenciária, Corpo de Bombeiros e agentes do Sistema Socioeducativo.
“Os investimentos no aparelhamento das forças de segurança têm dado resultados realmente positivos, em especial na produtividade de cada instituição. No momento em que aumentamos a presença do Estado nas ruas, conseguimos evitar que a criminalidade aumente. E exemplo disso é a redução de crimes violentos e o aumento substancial das apreensões de drogas”, avaliou Bustamante.
Confira a reportagem do UOL na íntegra:
SEGURANÇA PÚBLICA
Evolução do ‘novo cangaço’: mais violentos, grupos dominam cidades inteiras
Herculano Barreto Filho
Do UOL, em São Paulo
Com armas de grosso calibre e veículos blindados, quadrilhas envolvidas em mega-assaltos a instituições financeiras estão se especializando no domínio de cidades inteiras. Com ao menos 30 criminosos, os grupos enfrentam as forças de segurança, explodem veículos para cercar rodovias e usam moradores como escudo humano, criando um cenário de terror que envolve toda a população.
Um levantamento feito pelo UOL com o auxílio de especialistas nesse tipo de crime aponta que ataques de grupos brasileiros afetaram áreas com 7,6 milhões de pessoas em mais de 20 cidades nos últimos seis anos.
A lista de cidades brasileiras foi elaborada com base em dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). E inclui a ação de uma quadrilha que roubou R$ 120 milhões de uma transportadora de valores em Ciudad del Este, no Paraguai, em uma investida conhecida como “o assalto do século” (veja a lista no link).
Segundo especialistas, o “domínio de cidades” é um crime tipicamente brasileiro e representa o avanço da criminalidade em relação às ações conhecidas como “novo cangaço” por serem mais perigosas e planejadas.
“O ‘domínio de cidades’ está no topo da pirâmide das organizações criminosas no país. O ‘novo cangaço’ invade cidades menores, onde há falta de policiamento. Agora, esses grupos usam explosivos com acionamento remoto e atacam as forças de segurança para causar baixas mesmo. Nenhuma cidade no Brasil está preparada para lidar com isso.” Tenente-coronel Lucélio Faria França, autor do livro ‘Alpha Bravo Brasil: Crimes Violentos contra o Patrimônio’.
Na última quinta-feira (28), o assunto foi debatido em Salvador na palestra “Do novo cangaço ao domínio de cidade”, com a presença dos comandantes da Polícia Militar dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal. A ideia é discutir iniciativas para que as forças de segurança possam se preparar para ações do tipo.
“Os planos de defesa podem ser considerados como política de direitos humanos e prevenção ao crime violento de alta complexidade, pois evitam mortes de pessoas inocentes, de policiais e dos próprios criminosos. O importante é salvar vidas”, disse no evento o palestrante Ricardo Matias, especialista em ciências policiais e agente da Polícia Federal.
Ataques mais violentos e planejados
Os casos foram registrados em todas as regiões do Brasil, de acordo com o levantamento da reportagem. Só em 2016, foram oito mega-assaltos, mais do que o dobro em relação aos anos seguintes. Entre 2017 e 2020, houve, em média, três ataques por ano.
Contudo, os ataques recentes foram os mais planejados e violentos, de acordo com as autoridades. Na madrugada de 30 de agosto de 2021, criminosos espalharam mais de 90 explosivos de alta tecnologia em Araçatuba (SP), fizeram moradores reféns e ainda usaram drones para monitorar a ação.
Foi a maior quantidade de detonadores instalados em uma ação na história do país, segundo estudo elaborado pela Associação Mato-Grossense para o Fomento e Desenvolvimento da Segurança. O ataque foi apontado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública como o mais violento dos últimos dois anos no estado de São Paulo.
No ano passado, quadrilhas especializadas em mega-assaltos planejavam roubos que miravam um desfalque somado de R$ 160 milhões, apontou o UOL com base em informações repassadas por fontes ligadas às investigações. Mas fracassaram nas principais ações, levando menos de 10% desse valor —46 pessoas morreram.
Quadrilha atacou batalhão no Paraná
O caso mais recente ocorreu entre a noite de 17 de abril e a madrugada do dia 18, quando uma quadrilha com fuzis, sete veículos blindados e explosivos invadiu Guarapuava (PR), a 250 km de Curitiba. O grupo, que tinha como alvo uma transportadora de valores, atacou o batalhão da Polícia Militar. O cabo Ricieri Chagas, que estava dentro de uma viatura de saída da unidade, morreu ao ser atingido por um tiro na cabeça.
Os ataques ao batalhão e à transportadora de valores foram simultâneos, segundo a polícia. A rodovia que dá acesso à cidade foi interditada pela quadrilha, que incendiou dois caminhões no local. Mas os criminosos deixaram a cidade sem levar nada. Vídeos mostraram moradores sendo feitos de escudo humano.
“Se algum juiz morasse em Guarapuava e estivesse na mira desse grupo, é possível imaginar algum ponto onde ele estaria a salvo? Infelizmente, as forças de segurança no Brasil ainda não perceberam a gravidade do problema”, analisa o tenente-coronel Lucélio Faria França, especialista no tema.
O impacto psicológico na população
Coordenadora científica do Laboratório de Estudos da Violência da UFC (Universidade Federal do Ceará), Jania Perla de Aquino disse que a origem desse tipo de crime teve início há 20 anos e está ligada à convivência de detentos com Marco Willians Herba Camacho, o Marcola, apontado como o chefe do PCC (Primeiro Comando da Capital).
Contudo, também vê uma escalada na violência nessas ações, que se tornam mais organizadas a cada empreitada. “Esses grupos estão mais numerosos, com armamento de grosso calibre e técnica para causar impacto psicológico na população e até mesmo nas polícias”, analisa.
Ela acredita que a melhor resposta das autoridades é investir em estudos criar protocolos de atuação, evitando confrontos para preservar vidas. “É fundamental que não se entre em pânico para colocar em prática ações planejadas até para evitar o enfrentamento. É o mais seguro para a população. São quadrilhas que se planejam e ficam mais perigosas se pressionadas.”
Segundo a especialista, o avanço das ações para todas as regiões do país indica um aperfeiçoamento dos grupos. “As quadrilhas estão mais audaciosas e mais preparadas para enfrentar as forças de segurança em cidades maiores.”
MATO GROSSO
Coronel Roveri destaca investimentos e redução de crimes durante passagem pela Sesp-MT
O coronel César Roveri voltou a destacar, nas redes sociais, ações e resultados relacionados ao período em que esteve à frente da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT).
Em uma publicação no Instagram, Roveri reuniu registros de iniciativas desenvolvidas durante sua gestão e mencionou investimentos no fortalecimento das forças de segurança, uso de tecnologia, integração entre as instituições e estratégias de enfrentamento à criminalidade.
Entre as ações citadas está o programa Vigia Mais MT, que ampliou o uso de câmeras de monitoramento em municípios do Estado. A tecnologia passou a ser utilizada como ferramenta de apoio às forças policiais, além de auxiliar em operações e no monitoramento de áreas estratégicas.
Dados divulgados pela Segurança Pública também apontaram redução em determinados indicadores criminais no período. Em 2024, os roubos de veículos em Mato Grosso registraram queda de 28% em relação ao ano anterior. Os furtos de veículos também apresentaram redução no mesmo intervalo.
Roveri também mencionou investimentos em equipamentos, tecnologia e efetivo como parte das medidas adotadas para reforçar a estrutura da segurança pública estadual.
Cenário eleitoral
A publicação ocorre em meio à movimentação política do coronel, que é cotado para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.
Apesar do contexto eleitoral, a publicação analisada concentra-se na divulgação de ações e resultados atribuídos ao período em que Roveri comandou a Sesp-MT.
As informações sobre indicadores criminais e resultados apresentados na reportagem têm como base dados divulgados por órgãos públicos e informações atribuídas ao próprio coronel.
A legislação eleitoral estabelece regras para a divulgação de conteúdos relacionados a candidatos e pré-candidatos. A propaganda eleitoral na internet será permitida a partir de 16 de agosto, conforme o calendário das Eleições 2026. Até o início do período permitido, conteúdos jornalísticos devem manter caráter informativo, sem pedido explícito de votos ou elementos que possam caracterizar propaganda eleitoral antecipada.
-
Rondonópolis6 dias atrásExposição “Patrimônio Material e Imaterial – da Arquitetura à Música” ocupa Rosa Bororo até 25 de novembro
-
Sinop7 dias atrásFesteja Sinop: 3ª Romaria nas Águas do Rio Teles Pires reúne cerca de 90 embarcações e mil pessoas na Santa Missa
-
Rondonópolis6 dias atrásCaveiras Moto Festival deve movimentar hotéis, comércio e serviços em Rondonópolis
-
Primavera do Leste5 dias atrásSérgio Machnic define vereador Herbert Vianna como novo líder do Executivo na Câmara de Primavera do Leste
-
Sinop6 dias atrásFesteja Sinop: Prefeitura abre 34ª edição dos Jogos Olímpicos e 3ª Paralimpíada no Estádio Gigante do Norte
-
Sinop5 dias atrásFesteja Sinop: Prefeitura disponibiliza transporte gratuito para Praia do Cortado nos dias 5, 6 e 7 de setembro
-
Primavera do Leste5 dias atrásPrimavera do Leste inicia pagamento de R$ 20 milhões em precatórios e garante cumprimento de decisão judicial
-
Primavera do Leste6 dias atrásPrimavera do Leste promove projeto de educação socioambiental com arte, criatividade e sustentabilidade


