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Prefeitura reafirma compromisso pela solução e dialoga com manifestantes

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Protesto foi totalmente pacífico e durante a conversa com representante do Município, ficou acordada a criação de uma comissão de moradores e vereadores para uma nova reunião no DAE, que deve ocorrer na segunda-feira, 17

Na tarde desta quinta-feira (13), moradores de diversos bairros de Várzea Grande realizaram uma manifestação em frente à prefeitura, cobrando soluções para a crise hídrica que afeta o Município. O protesto, pacífico, foi recebido de forma respeitosa pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Samir Bosso Katumata, que representou a prefeita Flávia Moretti (PL), atualmente em Brasília buscando recursos para solucionar o problema de abastecimento de água.

Samir destacou que compreende a situação dos moradores e que a gestão municipal reconhece o direito da população de cobrar providências, como um ato democrático. Ele reforçou que a prefeita decretou estado de calamidade pública no dia 12 de fevereiro, devido ao colapso no abastecimento de água, agravado pelo sucateamento e por atos de vandalismo e sabotagens nas unidades do Departamento de Água e Esgoto (DAE). O decreto permite acelerar as medidas emergenciais para restabelecer o fornecimento de água, desburocratizando processos de compras e aquisições necessárias.

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O secretário confirmou que o prazo estipulado pelo vice-prefeito, Tião da Zaeli (PL) – que ontem se reunião com os moradores durante evento no ginásio do Fiotão – para a normalização do abastecimento até amanhã (14), está mantido. Ele também destacou que o diretor-presidente do DAE, Sandro Azambuja, recentemente esteve na Câmara Municipal prestando esclarecimentos aos vereadores, que são representantes da população, acerca das ações em andamento.

Sobre os recentes furtos e atos de vandalismo nas unidades do DAE, Samir informou que boletins de ocorrência foram registrados e que espera a atuação da polícia para responsabilizar os culpados. Ele garantiu que todo o secretariado municipal está mobilizado para resolver o problema com a maior celeridade possível. “Há menos de uma semana a prefeita determinou a criação de uma Comitê de Crise, justamente para que uma força-tarefa entre as secretarias municipais possa atuar de forma emergencial e com agilidade”.

TRANSPARÊNCIA – Durante o encontro, o secretário sugeriu a formação de uma comissão de moradores e vereadores para dialogar diretamente com o presidente do DAE. Os moradores aceitaram a proposta e indicaram que agendarão uma reunião para segunda-feira (17).

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A moradora Evelyn Souza, do bairro São Mateus, afirmou que reconhece as dificuldades herdadas pela gestão municipal e defendeu a concessão do DAE como solução definitiva para a crise hídrica, mencionando problemas históricos relacionados à distribuição de caminhões-pipas e do próprio abastecimento. “Sabemos que a prefeitura herdou esse problema, mas a população precisa de uma solução definitiva. A concessão do DAE, como aconteceu em Cuiabá, pode ser o caminho para garantir água para todos”.

“A prefeitura de Várzea Grande reafirma seu compromisso com a solução da crise hídrica e segue empenhada na implementação de ações concretas para garantir o abastecimento de água para toda a população”, disse Samir Katumata.

Também participaram da manifestação os vereadores Raul Curvo (Republicanos) e Kleberton Feitosa (PSB).

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Prefeita aciona Justiça para obrigar Câmara a votar projetos em sessão extraordinária

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), ingressou com um mandado de segurança para que a Justiça determine ao presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), a convocação de uma sessão extraordinária para votar projetos considerados urgentes pela administração.

Na ação, o Executivo alega que a ausência da sessão impede a apreciação de propostas essenciais para a gestão financeira do município, entre elas um projeto que amplia o limite para abertura de créditos suplementares e outro que autoriza o parcelamento de débitos previdenciários. Segundo a Prefeitura, a situação pode comprometer a execução de recursos destinados à Saúde e a outras áreas da administração.

O município também afirma que 14 dos 23 vereadores assinaram requerimento favorável à convocação da sessão e pede que a Justiça fixe multa diária ao presidente da Câmara em caso de descumprimento de eventual decisão.

Em nota, a Câmara Municipal negou omissão e afirmou que a sessão extraordinária só pode ser convocada após a conclusão da tramitação das matérias nas comissões permanentes. O Legislativo também argumentou que a própria Prefeitura retirou projetos anteriores durante a tramitação e destacou que já aprovou mais de R$ 155,6 milhões em remanejamentos orçamentários solicitados pelo Executivo em 2026.

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A Câmara informou ainda que apresentará sua defesa caso a Justiça determine o prosseguimento da ação.

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