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Prefeitura cria Comitê de Crise para enfrentar colapso no abastecimento de água

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União de esforços tem como prioridade restabelecer fornecimento o mais rápido possível à população

Diante dos recentes problemas que levaram ao colapso no abastecimento de água em toda a cidade, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), determinou a criação de um Comitê de Crise para solucionar os transtornos e unir esforços de todas as secretarias municipais. A reunião ocorreu na tarde desta sexta-feira, 7, e foi presidida pelo secretário municipal de Assuntos Estratégicos, Carlos Alberto de Araújo e acompanhada pelo vice-prefeito, Tião da Zaeli.

O comitê é composto pelos titulares das 21 secretarias municipais e tem como prioridade restabelecer o fornecimento de água o mais rápido possível à população. Segundo o diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), Cel. Sandro dos Santos Azambuja, diversos fatores comprometeram seriamente o sistema de abastecimento da cidade nos últimos dias.

Entre os principais problemas estão o furto de dois geradores, vandalismo nas estruturas do DAE, incluindo estações de captação e distribuição, furto de cabos de energia em diversos pontos da cidade, acúmulo de sujeira e necessidade de manutenção nas membranas de filtragem da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Cristo Re, colapso das bombas captadoras e rompimento de adutoras, ações que comprometeram o coração operacional do DAE-VG.

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“A decisão de implantar um Comitê de Crise reflete o compromisso da atual gestão da prefeitura de Várzea Grande em garantir soluções rápidas e eficazes para minimizar os impactos causados pela falta de água e restaurar o serviço essencial à população o mais breve possível”, ressaltou o secretário Carlos Alberto de Araújo.

Para responder com agilidade às demandas da população, o Comitê de Crise definiu uma série de medidas emergenciais:

1. Reforço na segurança: A secretaria de Defesa Social e a Guarda Municipal assumem a segurança 24 horas das estruturas do DAE, incluindo estações de captação, distribuição e tratamento, bem como reservatórios. Caso necessário, empresas terceirizadas e armadas poderão complementar o efetivo.

2. Contratação emergencial de caminhões-pipas: A secretaria de Educação, Cultura, Esportes e Lazer providenciará a contratação emergencial de caminhões-pipas por um período inicial de 90 dias para auxiliar na distribuição de água.

3. Monitoramento e iluminação: A secretaria de Viação e Obras instalará postes com câmeras de segurança para monitoramento 24 horas das estruturas do DAE. A Guarda Municipal será responsável pela supervisão dessas imagens. A secretaria de Serviços Públicos também intensificará a iluminação em todas as áreas do DAE para auxiliar no monitoramento eletrônico.

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4. Instalação de sensores de segurança: Serão implantados sensores nos locais onde ocorrem as manobras de água, especialmente em pontos onde há suspeita de acesso indevido por parte de antigos funcionários ou terceiros.

5. Transparência e informação: A secretaria de Comunicação Social divulgará boletins com informações sobre a situação do abastecimento de água, status das ações corretivas e prazos previstos para normalização. Os informes serão encaminhados à imprensa, presidentes de bairros e vereadores para garantir transparência e acesso da população às informações.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Prefeita aciona Justiça para obrigar Câmara a votar projetos em sessão extraordinária

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), ingressou com um mandado de segurança para que a Justiça determine ao presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), a convocação de uma sessão extraordinária para votar projetos considerados urgentes pela administração.

Na ação, o Executivo alega que a ausência da sessão impede a apreciação de propostas essenciais para a gestão financeira do município, entre elas um projeto que amplia o limite para abertura de créditos suplementares e outro que autoriza o parcelamento de débitos previdenciários. Segundo a Prefeitura, a situação pode comprometer a execução de recursos destinados à Saúde e a outras áreas da administração.

O município também afirma que 14 dos 23 vereadores assinaram requerimento favorável à convocação da sessão e pede que a Justiça fixe multa diária ao presidente da Câmara em caso de descumprimento de eventual decisão.

Em nota, a Câmara Municipal negou omissão e afirmou que a sessão extraordinária só pode ser convocada após a conclusão da tramitação das matérias nas comissões permanentes. O Legislativo também argumentou que a própria Prefeitura retirou projetos anteriores durante a tramitação e destacou que já aprovou mais de R$ 155,6 milhões em remanejamentos orçamentários solicitados pelo Executivo em 2026.

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A Câmara informou ainda que apresentará sua defesa caso a Justiça determine o prosseguimento da ação.

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