VÁRZEA GRANDE
Flávia Moretti já quitou mais de 41% das dívidas herdadas da gestão passada
VÁRZEA GRANDE
De mais de R$ 144 milhões, R$ 60 milhões estão pagos junto aos fornecedores, um esforço para manter os serviços à população. Além dos pagamentos de débitos, a atual gestão contabiliza uma série de avanços, especialmente na saúde, com ampliação de leitos de atendimento no PS e na UPA Ipase
A prefeita por Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), declarou, durante entrevista ao Conexão Poder, do site Repórter MT, na tarde de hoje (13), que já pagou R$ 60 milhões em dívidas deixadas pela gestão anterior com fornecedores do município. Segundo Moretti, ela assumiu o comando do Paço Municipal com dívida de R$ 144 milhões.
“Infelizmente, assumimos o município depredado e sucateado, mas estamos fazendo o possível para colocar em ordem. Entramos com R$ 144 milhões em dívidas com fornecedores e já pagamos R$ 60 milhões, dando prioridade aos serviços emergenciais como os fornecedores de medicamentos, de nutrição alimentar de escolas e unidades de saúde, entre outros. Não era conta da nossa gestão, mas tenho que cumprir essas obrigações”, relata a prefeita Flávia Moretti.
A gestora citou a importância da Comissão Municipal de Planejamento e Acompanhamento do Orçamento para contingenciamento de gastos. “Montamos uma grande comissão com todo secretariado e estamos cortando gastos e mantendo o essencial, um grande exemplo é que diminuímos o número de servidores. Estamos buscando recursos por meio de deputados estaduais, governo federal e estadual e da bancada federal para realizar futuros investimentos necessários como compra de equipamentos ao Departamento de Água e Esgoto, compra de maquinários e dar andamento às obras necessárias na saúde, na educação e na infraestrutura, especialmente, pavimentação asfáltica”, lembra Flávia.
Moretti também lembrou que já conseguiu realizar melhorias no município, com destaque na saúde. “Aumentamos leitos dentro da UPA Ipase, também implantamos o Fila Zero em parceria com o governo de Mato Grosso, por meio do qual realizaremos cirurgias de cataratas às mulheres, laqueadura, implantação de DIU, entre outros serviços. Há diversas cirurgias eletivas também para os homens e pessoas de todas as idades. Já estamos praticamente com o sonho realizado que é a maternidade de Várzea Grande em prédio próprio, encontramos o local no Chapéu do Sol e estamos só aguardando a liberação do recurso pela Caixa Econômica. Também estamos realizando o Acelera VG que é um programa de política social que levamos diversos serviços para os bairros, para aproximar a população do poder pública e facilitar acessos às ações e serviços. Inclusive, a próxima edição será realizada no bairro Construmat, mas abrangerá também os bairros como o Alameda e Altos da Bela Vista”, relata.
A prefeita também foi questionada sobre a rodoviária. “Fiquei surpresa em saber que não havia projeto para rodoviária, havia somente uma maquete, apesar de toda publicidade que foi dada à época da campanha. Então, vamos projetar e buscar recursos com o deputado federal Coronel Assis que já se dispôs a nos ajudar”, disse.
VALORIZAÇÃO/RECURSOS HUMANOS – Em 2026, Várzea Grande poderá ter a realização do concurso público. “Estamos reestruturando o município financeiramente, inclusive o enquadramento e o pagamento da RGA dos atuais servidores efetivos. A partir do ano que vem, devemos dar início a um processo de concurso público. Também desejamos fazer uma reforma administrativa neste ano com validade em 2026, junto com a LOA. Precisamos ampliar secretarias, sem o aumento de despesas, deste modo faremos com que o município seja mais eficiente em todas as áreas”, antecipou a prefeita.
VÁRZEA GRANDE
Prefeita aciona Justiça para obrigar Câmara a votar projetos em sessão extraordinária
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), ingressou com um mandado de segurança para que a Justiça determine ao presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), a convocação de uma sessão extraordinária para votar projetos considerados urgentes pela administração.
Na ação, o Executivo alega que a ausência da sessão impede a apreciação de propostas essenciais para a gestão financeira do município, entre elas um projeto que amplia o limite para abertura de créditos suplementares e outro que autoriza o parcelamento de débitos previdenciários. Segundo a Prefeitura, a situação pode comprometer a execução de recursos destinados à Saúde e a outras áreas da administração.
O município também afirma que 14 dos 23 vereadores assinaram requerimento favorável à convocação da sessão e pede que a Justiça fixe multa diária ao presidente da Câmara em caso de descumprimento de eventual decisão.
Em nota, a Câmara Municipal negou omissão e afirmou que a sessão extraordinária só pode ser convocada após a conclusão da tramitação das matérias nas comissões permanentes. O Legislativo também argumentou que a própria Prefeitura retirou projetos anteriores durante a tramitação e destacou que já aprovou mais de R$ 155,6 milhões em remanejamentos orçamentários solicitados pelo Executivo em 2026.
A Câmara informou ainda que apresentará sua defesa caso a Justiça determine o prosseguimento da ação.
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