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Zenaide questiona prioridades fiscais do governo e cobra ‘justiça tributária’

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A senadora Zenaide Maia (PSD-RN), em pronunciamento no Plenário na segunda-feira (18), questionou as prioridades fiscais do governo, criticando cortes de gastos em áreas que ela considera essenciais. A parlamentar afirmou que, enquanto o governo implementa restrições, o Congresso Nacional “valida renúncias fiscais bilionárias para grandes empresas”.

— Se não pararmos de fazer renúncias fiscais bilionárias, até para quem deve Contribuição Social sobre o Lucro Líquido [CSLL], não vai ter saúde, não vai ter educação nem vai ter segurança pública neste país. Responsabilidade fiscal é de todos os Poderes — declarou.

Zenaide defendeu uma reforma tributária que inclua a taxação de lucros e dividendos, medida adotada em algum nível por quase todos os países do mundo. Segundo a senadora, o atual formato mantém a carga tributária concentrada em consumo e serviços, prejudicando trabalhadores de baixa renda, que continuam arcando com a maior parte dos impostos.

— Reforma tributária com justiça tributária é aquela que é para cobrar de quem ganha mais, e quem ganha menos paga menos. Olhe os Estados Unidos, que é muito citado aqui como exemplo de uma grande economia. Mais de 40% dos impostos são cobrados de quem tem lucros e dividendos. Aqui, como não se consegue taxar os grandes que lucram muito, os impostos vão para os serviços e o consumo — enfatizou.

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A senadora também defendeu a aprovação de duas propostas de emenda à Constituição de sua autoria: a PEC 79/2019, que limita os juros de cartões de crédito e cheques especiais, e a PEC 44/2019, que amplia os recursos para o Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Ambas estão em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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