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CE destaca mudança social pela música em audiência com João Carlos Martins

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Em homenagem ao Dia do Músico, que foi comemorado em 22 de novembro, a Comissão de Educação (CE) recebeu nesta terça-feira (3) o maestro João Carlos Martins para discutir como a a música pode servir de ferramenta para a inclusão social e valorização cultural em todo o país. A audiência foi sugerida pelo presidente da comissão, senador Flávio Arns (PSB-PR) (REQ 79/2024).

Martins é o idealizador do projeto Orquestrando, que reúne mais de 400 grupos musicais no estado de São Paulo, muitos em pequenos municípios. A iniciativa oferece suporte técnico e ajuda na organização de repertórios, articulação política e busca por patrocinadores, fortalecendo a atuação de orquestras e bandas locais.

Arns destacou o impacto do projeto em comunidades com pouco acesso à educação musical formal. Segundo ele, o Orquestrando não apenas promove a cultura, mas “transforma vidas”.

— Oxalá todos os músicos e artistas no Brasil, tivessem a mesma preocupação social. O Senado está totalmente à disposição para somar esforços com iniciativas tão importantes, tão boas, tão necessárias, tão inspiradoras para o Brasil.

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O maestro João Carlos Martins enfatizou a importância de resgatar o legado do compositor e regente Heitor Villa-Lobos (1887-1959), que enxergava a música como “um elemento de união nacional”. Martins destacou que, apesar da reinserção do ensino de música nas escolas, em 2008, ainda há muito a ser feito para consolidar a prática musical no ambiente escolar.

— A música transforma e une. Estou emocionado de, no Senado brasileiro, [haver] uma audiência para a música. E essa audiência emociona não só este velho maestro, mas qualquer músico. Eu espero que, ao longo de quatro anos, nós vamos fazer a maior revolução na história da música em nosso país. Era o grande sonho de Villa-Lobos.

A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, compartilhou uma memória sobre a influência da música em sua vida.

— O meu pai é médico intensivista e sempre tocou violão. Quando ele dormia em casa, eu e a minha irmã fazíamos questão de ter pesadelos para acordar de noite e ele sentar conosco na cama e tocar violão, até que nós dormíssemos. Muitos anos depois conheci um colega que tocava violão e o amor que eu sentia quando meu pai passava as noites tocando para mim e para minha irmã veio à tona. Eu sou casada [com esse colega] há 25 anos.

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Dois estudantes da Escola de Música de Brasília, Daniel Santos e Rafael Lucena, fizeram apresentações de piano e canto durante a audiência. Ao final do evento, Martins interpretou ao piano Playing Love, de Ennio Morricone, e Ave Maria, de Franz Schubert. Ele foi acompanhado pelo maestro Claudio Cohen, diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, ao violino.

Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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