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Adiada votação de projeto que proíbe assédio de banco por telemarketing

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A Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC) decidiu nesta quarta-feira (13) adiar a votação do projeto de lei que proíbe o assédio telefônico e virtual de bancos e empresas de crédito com ofertas de empréstimos (PL 133/2024). Apresentado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), o texto tem relatório favorável do senador Jaime Bagattoli (PL-RO).

A matéria foi retirada da pauta desta quarta pelo presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM), que afirmou que o assunto será novamente pautado em breve.

A ideia, segundo os parlamentares, é evitar abusos que têm induzido a população ao endividamento. Entre as mudanças, o projeto estabelece a criação de um cadastro centralizado de consumidores que manifestarem a sua vontade de não receber as ofertas por bancos e empresas de crédito. Os operadores financeiros que disponibilizarem produtos ao consumidor não inscrito no cadastro ficarão obrigados a informá-lo sobre a existência do cadastro e a adotar as medidas necessárias a sua inscrição, caso ele manifeste a vontade.

Na justificativa do projeto, Damares afirma que o fornecimento de crédito é importante ao desenvolvimento econômico, mas argumenta que as instituições usam estratégias “agressivas e desrespeitosas” para expandir a sua base de clientes.

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Se for aprovado pela CTFC, o projeto poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados. Ele só passará pelo Plenário do Senado se houver recurso pedindo que isso aconteça.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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