POLÍCIA
Polícia Civil prende casal que alugava conta bancária para receber valores de roubos e recupera R$ 70 mil
POLÍCIA
Os suspeitos, sendo o homem de 29 e a mulher de 22 anos, foram flagrados em posse de parte do dinheiro roubado e confessaram que recebiam “uma comissão” de 10% do valor roubado, pelo empréstimo da conta bancária. Eles responderão pelos crimes de roubo majorado, lavagem de capitais e associação criminosa.
O roubo com restrição à liberdade das vítimas e praticado com emprego de arma de fogo, ocorreu na segunda-feira (02.10), na cidade de Rondonópolis, Na ocasião, os criminosos obrigaram as vítimas a fazerem duas transferências via pix, totalizando o valor de R$ 1,9 mil, para a conta de uma pessoa.
Durante as investigações do roubo, foi possível identificar que a conta bancária pertencia a uma pessoa, moradora da cidade de Carlinda. Após receber a informação, a equipe da Divisão de Roubos e Furtos de Alta Floresta foi até o município, onde conseguiram localizar a titular da conta bancária que recebeu os valores indevidos.
Questionada, a mulher informou que a sua filha e o seu genro era os responsáveis por movimentar e conta e quem teria sacado o dinheiro. Ela disse que chegou a perceber quando o valor entrou na conta, porém o genro alegou que seria referente a um dinheiro que ele tinha para receber e que passou o número da conta dela.
Em continuidade às diligências, os policiais localizaram o casal, sendo apreendido com eles a quantia de R$ 1.778 em dinheiro. Em conversa com os policiais, os suspeitos confessaram a participação no crime, informando que um colega os procurou há algum tempo, oferecendo uma comissão de 10% para o “aluguel” da conta bancária.
Ainda no mesmo dia, a conta bancária fornecida pelo casal recebeu a quantia de R$ 70 mil, produto de outro crime. Imeditamente após a comunicação do fato, os policiais de Alta Floresta entrou em contato com a equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) que junto ao setor antifraudes da agência bancária, conseguiu o bloqueio do valor, que após algumas providências de praxe, será restituído à vítima.
Diante dos fatos, os suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Alta Floresta, onde após serem interrogados pelo delegado Thiago Berger, foram autuados em flagrante por roubo majorado, lavagem de capitais e associação criminosa, sendo posteriormente encaminhado para audiência de custódia.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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