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TCE-MT aprova solução para reduzir judicialização na saúde e agilizar atendimento ao usuário do SUS

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A solução foi debatida em mesa técnica concluída nesta quinta-feira. Clique aqui para ampliar

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) concluiu, nesta quinta-feira (5), mesa técnica que buscava apontar solução para reduzir a judicialização na saúde e garantir celeridade às demandas relacionadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), além de mais controle sobre os recursos públicos. Após mais de um ano de debate, foi  aprovada a criação de um fluxo aprimorado para as Representações Pré-Processuais (RPPs) no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania da Saúde Pública (CEJUSC). 

Conduzida pela Comissão Permanente de Normas, Jurisprudência e Consensualismo (CPNJur), presidida pelo conselheiro Valter Albano, a mesa técnica foi solicitada pelo presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador Mário Kono, e também deve evitar bloqueios judiciais de recursos, otimizando os gastos da gestão pública com essas demandas. 

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A mesa foi conduzida pela Comissão Permanente de Normas, Jurisprudência e Consensualismo (CPNJur), presidida pelo conselheiro Valter Albano.

Na ocasião, Valter Albano chamou a atenção para a complexidade do trabalho e classificou a medida como “o marco zero” no assunto. “Esse é um regramento inicial que será ajustado ao longo do tempo, sempre com o objetivo de melhor atender o cidadão e garantir que cada órgão e poder público cumpra o seu papel”, declarou.

Para tanto, o processamento das RPPs será realizado em conjunto pelo Poder Judiciário, pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) e pela Procuradoria Geral do Estado (PGE/MT). O trabalho será acompanhado pela Comissão Multissetorial de Apoio e Gerenciamento dos Resultados da Mesa Técnica, sob liderança do conselheiro Guilherme Antonio Maluf, que relatou a mesa técnica.

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Relator da mesa técnica, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, que também preside a Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social do TCE.

Presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social do TCE-MT, Maluf destacou que a solução aumenta o potencial de investimentos no setor. “O principal objetivo é diminuir as filas de espera para procedimentos eletivos sem a necessidade de judicialização. Além disso, ao evitar bloqueios judiciais, o Estado poderá aplicar recursos com mais eficiência, economizando e beneficiando os cidadãos”, afirmou. 

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A mesa técnica foi solicitada pelo presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do TJMT, desembargador Mário Kono.

Para o desembargador Mário Kono, a medida também trará previsibilidade aos usuários do sistema. “O paciente poderá saber, de forma mais clara, quando será atendido. A solução elimina trâmites burocráticos, garantindo agilidade e eficiência na prestação de serviços. É um avanço que une esforços de diferentes instituições para beneficiar diretamente o usuário do SUS”, afirmou. 

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Secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo acredita que a iniciativa vai servir de modelo para outros estados.

A expectativa é que a iniciativa sirva de modelo para outros estados, consolidando Mato Grosso como referência na gestão eficiente de demandas de saúde pública. “Essa mesa técnica amplamente discutida e trabalhada reflete um esforço coletivo de pensar no cidadão, garantindo mais eficiência e qualidade no atendimento à saúde pública”, pontuou o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo.  

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De acordo com o procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, a medida atende a uma necessidade urgente do Estado. “O excesso de demandas judiciais e os bloqueios de recursos financeiros impactavam diretamente o orçamento estadual. Com essa solução, ganhamos em eficiência, gastando melhor e ordenadamente, sempre pensando na qualidade do atendimento à população”, explicou. 

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O procurador-geral de Contas, Alisson Carvalho de Alencar, também participou ativamente da busca pela solução técnico-jurídica aprovada nesta quinta-feira.

Entre os resultados da mesa técnica também estão a criação de uma tabela de referência para parametrizar valores de procedimentos médicos e a definição de regras mais rigorosas para a cotação de preços e contratos. Soma-se a isso a adoção das melhores práticas e normas do SUS, o que vai assegurar uma análise mais objetiva na resolução dos conflitos recebidos pelo CEJUSC.  

O titular da 7ª Promotoria de Justiça Cível da Capital – Defesa da Cidadania (Saúde), promotor Milton Mattos, enfatizou a rapidez que o novo fluxo trará ao trabalho. “O cidadão terá uma resposta sobre sua demanda em até cinco dias. Isso respeita a fila de procedimentos eletivos e cria uma base de dados importante para nortear políticas públicas, ajudando o Estado a identificar falhas no sistema de saúde”, concluiu.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT 
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br

Fonte: TCE MT – MT

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Wilson Santos propõe túnel para travessia segura de capivaras entre Parque das Águas e ALMT

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Já se tornou comum deparar com grupos de capivaras nos gramados e chafariz da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Os registros frequentemente chamam a atenção de servidores, visitantes e parlamentares, além de renderem imagens curiosas compartilhadas nas redes sociais. Essa presença inspirou o deputado estadual Wilson Santos (PSD) a propor o Projeto de Resolução nº 428/2024 que prevê a criação de passagens subterrâneas (ecodutos) destinadas à travessia segura de pequenos animais entre o Parque das Águas e a Casa de Leis.

O projeto foi apresentado em 2024 e aprovado em primeira votação no último dia 19 de maio. Ele agora cumpre pauta de cinco sessões para voltar à apreciação do plenário. 

Conforme o parlamentar, a medida vai além da proteção animal e, também, representa um investimento em segurança viária. “Com a aplicação da passagem subterrânea, além da proteção dos animais, especialmente das capivaras, serão evitados diversos acidentes provocados quando motoristas precisam desviar dos animais durante a travessia. Precisamos adotar medidas concretas para preservar a vida animal e oferecer mais segurança à população”, destacou.

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Um dos momentos que mais despertou atenção da população foi quando um grupo de capivaras foi flagrado no chafariz da ALMT como uma verdadeira “piscina”. Enquanto algumas se refrescavam na água, outras aproveitavam a grama do local para se alimentar. A cena reforçou a necessidade de medidas que garantam a convivência harmoniosa entre o ambiente urbano e a fauna silvestre.

Projeto –A passagem subterrânea deverá ser construída sob a camada asfáltica que separa o Parque das Águas da Assembleia Legislativa, permitindo que os animais realizem a travessia sem precisar cruzar a pista de veículos. A estrutura poderá ser executada em concreto armado, material cerâmico ou outro elemento que apresente resistência e segurança adequadas.

Wilson ressalta ainda que a iniciativa atende a uma preocupação crescente com a preservação ambiental em áreas urbanizadas. Para ele, a instalação das passagens subterrâneas representa uma solução prática e sustentável para reduzir a mortalidade da fauna local e fortalecer a consciência de proteção ao meio ambiente.

Caso aprovada, a proposta poderá transformar a região em uma referência de convivência entre desenvolvimento urbano, mobilidade e preservação da biodiversidade, garantindo que as capivaras tenham uma rota segura para circular entre os dois espaços.

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