MATO GROSSO
Secel inicia agenda de encontros para elaboração coletiva do novo Plano Estadual de Cultura em Sinop
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) começa, nesta quarta-feira (8.4) e quinta-feira (9), a edição 2026 da caravana Fluxo, com o objetivo de construir coletivamente o novo Plano Estadual de Cultura. Aberto para participação de gestores e trabalhadores do setor cultural, bem como da sociedade em geral, o encontro ocorre na Escola Municipal de Arte (EMA), que fica no setor Industrial Norte, em Sinop.
“Nossas equipes estarão de novo dialogando com a população de todas as regiões do Estado. Desta vez, o foco é a elaboração do instrumento que refletirá as diretrizes da política cultural nos próximos 10 anos em Mato Grosso. Que possamos reunir o máximo de interessados, pois é muito importante que a sociedade participe desse processo de diálogo”, enfatiza o secretário da Secel, David Moura.
No primeiro dia, a programação inclui exposições e debates sobre o Conselho, Plano e Fundo (CPF) da Cultura, o Plano Estadual de Cultura 2016-2025 e o Sistema Nacional de Cultura (SNC), e as adesões municipais a esses marcos regulatórios. Também haverá falas temáticas sobre monitoramentos, políticas culturais, patrimônio histórico, bibliotecas, e economia criativa.
A agenda na quarta-feira (8) dará início ainda às discussões para elaboração do Plano Estadual de Cultura 2026-2035, com apresentação e escolha dos eixos, diretrizes e pontos de partida para debate. Grupos de Trabalhos (GTs) serão já formados para as tratativas do dia seguinte.
Na quinta-feira (9), os GTs dialogam para formulação das propostas, que serão votadas pelos demais participantes. Ao final, o documento proposto pelo Território Teles Pires será consolidado para assinatura e encaminhamentos.
Nos dois dias, a programação será das 8h30 às 17h30, com intervalo para almoço, finalizando com apresentações artísticas locais.
Promovido em parceria com o Conselho Estadual de Cultura, a caravana Fluxo passará por seis municípios polos das divisões regionais do órgão consultivo, chamadas de Territórios. Em Sinop, estarão reunidos participantes do Território Teles Pires.
Confira o cronograma completo em 2026:
Território Teles Pires: 8 e 9 de abril
Município: Sinop
Território Juruena: 16 e 17 de abril
Município: Juína
Território Araguaia: 28 e 29 de abril
Município: Barra do Garças
Territórios Paraguai/Guaporé: 14 e 15 de maio
Município: Cáceres
Território Vermelho: 28 e 29 de maio
Município: Rondonópolis
Território Cuiabá: 9 e 10 de junho
Município: Cuiabá
Inscrição para participar das atividades no site: www.secel.mt.gov.br/-/fluxo-2026
Sobre o Plano de Cultura
O Plano de Cultura é um instrumento de planejamento estratégico das políticas públicas culturais do ente federativo. O documento estabelece diretrizes, metas e ações para assegurar o desenvolvimento cultural, funcionando como política de Estado, independentemente de mudanças de gestão.
Com vigência de 10 anos, o Plano Estadual de Cultura de Mato Grosso foi instituído pela Lei nº 10.363, de 27 de janeiro de 2016. Entre seus objetivos estão a implantação e integração dos sistemas de gestão cultural, fortalecimento dos mecanismos de financiamentos públicos da cultura e descentralização das políticas públicas de cultura, atingindo todas as regiões do Estado.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Wilson Santos vê reivindicação sair do papel com expansão da energia trifásica em MT
O deputado estadual Wilson Santos (PSD) já havia defendido a necessidade de investimentos robustos e maior rigor na prestação dos serviços de energia elétrica em Mato Grosso após o anúncio do Programa MT Trifásico, firmado entre o governo do estado e a Energisa Mato Grosso, nesta quinta-feira (28), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá. Ele correlacionou o novo pacote de investimentos com as discussões promovidas pela Comissão Especial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), em 2025, que debateu a renovação ou nova licitação da concessão para a distribuição de energia elétrica no estado.
Como vice-presidente da comissão especial, o parlamentar teve atuação ativa durante os trabalhos realizados pela Casa de Leis, especialmente na condução dos debates sobre os impactos da deficiência energética em municípios mato-grossenses, sobretudo nas regiões rurais e em cidades do interior que ainda sofrem com a ausência do sistema trifásico.
Ao longo dos trabalhos, o grupo de trabalho promoveu 11 audiências públicas em diversas regiões de Mato Grosso, em que ouviu produtores rurais, empresários, comerciantes, representantes da indústria, lideranças políticas e moradores. Entre as principais reclamações apresentadas esteve justamente a falta da rede trifásica, considerada essencial para impulsionar o desenvolvimento econômico, a industrialização e a expansão de atividades produtivas no campo.
Durante as audiências, Wilson Santos defendeu que o crescimento acelerado de Mato Grosso não vinha sendo acompanhado pela qualidade da infraestrutura energética ofertada pela concessionária. Para ele, a limitação do sistema elétrico travava investimentos, dificultava a instalação de indústrias e prejudicava diretamente consumidores urbanos e produtores rurais. “O baixo investimento que vinha sendo realizado não acompanhava o ritmo de crescimento de Mato Grosso e travava o processo de industrialização do Estado”, pontuou.
Antes da definição sobre a continuidade da Energisa nos próximos 30 anos, Wilson Santos entregou um relatório ao Ministério de Minas e Energia (MME), em janeiro deste ano, defendendo regras mais rígidas, metas auditáveis, fiscalização permanente e investimentos obrigatórios para garantir melhorias concretas na prestação dos serviços.
Com a parceria firmada entre o Governo de Mato Grosso e a Energisa, serão investidos R$ 1,4 bilhão no setor elétrico, sendo R$ 700 milhões aportados pelo Estado e outros R$ 700 milhões pela concessionária. O deputado avalia que parte das reivindicações levantadas pela comissão começa a ganhar encaminhamentos práticos com esse anúncio do Programa MT Trifásico que prevê a construção de cinco mil quilômetros de rede trifásica entre 2026 e 2030.
Wilson Santos frisou que o sistema trifásico esteve entre as maiores cobranças identificadas nas audiências públicas realizadas pela Assembleia Legislativa. “Essa foi uma das principais reivindicações que a Comissão da Assembleia Legislativa diagnosticou nas audiências públicas realizadas em todo o estado. Já que a Energisa conseguiu mais 30 anos de concessão para distribuir energia em Mato Grosso, que ela cumpra grandes reivindicações do interior e também da capital”, concluiu.
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