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Poder Judiciário conscientiza sociedade sobre Dia Mundial do Meio Ambiente

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Há exatos 50 anos, 113 países se reuniam em Estocolmo, na Suécia, para tratar de questões relacionadas exclusivamente ao meio ambiente. Naquele ano, foi estabelecido o dia 5 de junho como a data a ser comemorada e reforçada a importância da adoção de medidas coletivas e individuais de preservação e combate à degradação ambiental.
 
Neste 5 de junho, o Poder Judiciário de Mato Grosso traz a conscientização da sociedade para o tema por meio de diversas ações e parcerias em políticas públicas que fazem cumprir a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano de 1972, bem como a Constituição Federal de 1988 que trouxe de forma inédita o capítulo específico para o meio ambiente.
 
“O Poder Judiciário sabe que tem uma missão constitucional de atuar no julgamento de processos que são apresentados perante os juízos ambientais, como o Juizado Volante Ambiental e a Vara Especializada de Meio Ambiente, mas sem descuidar e sem deixar de lado a importância de trabalhar o reforço da necessidade da consciência pela preservação do meio ambiente. Temos trabalhado essa mensagem de diversas formas, uma delas é por meio do projeto Verde Novo”, afirma o juiz titular do Juvam e da Vara Ambiental de Cuiabá, Rodrigo Curvo.
 
O projeto mencionado pelo magistrado já realizou quase 500 ações de distribuição de mudas, plantio e atividades teóricas de conscientização ambiental em Cuiabá, desde 2017, quando foi criado no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
Parceiro do Projeto Verde Novo desde junho de 2018, o Grupo Petrópolis é responsável pela aquisição das mudas que são plantadas e distribuídas. O gerente de Sustentabilidade e Melhoria Contínua do grupo, Alaercio Nicoletti Junior, destaca os frutos positivos da parceria. “Estamos muito felizes porque outras cidades têm se mostrado interessadas pelo projeto e esperamos que esse 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente, seja um sucesso”.
 
Uma das diretrizes do projeto é obter o envolvimento e o engajamento dos cidadãos por meio de ações de conscientização ambiental. Na análise da pesquisadora e professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Cátia Cunha, o projeto tem um papel importantíssimo na arborização urbana de Cuiabá, no sentido de despertar nos cidadãos a responsabilidade de contribuir para melhorar o clima da cidade onde vivem.
 
“Acho louvável esse projeto, pois há várias áreas de Cuiabá que precisam com urgência de um processo de restauração de vegetação nativa. O uso de árvores por um programa socioambiental sustenta por si só, faz com que as pessoas da cidade entendam que para melhorar o clima, elas têm que contribuir”, reflete.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Primeira imagem: Imagem colorida. Ao fundo a imagem aérea de uma floresta formando a silhueta de um rosto. Na parte central o texto: 05/06 – Dia do Meio Ambiente, da Ecologia e Dia Nacional da Reciclagem. Protegendo, preservando e colaborando! Assina a peça o logo do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso.
Segunda imagem: Foto horizontal colorida. De dentro da van do Projeto Verde Novo uma pessoa entrega uma muda para um homem de meia idade que veste camiseta branca e usa máscara facial marrom. Ele estende a mão direita para pegar a muda e segura outras duas mudas com a mão esquerda. A cena está iluminada pela luz do sol.
Terceira imagem: Foto vertical colorida do gerente do Grupo Petrópolis Alaercio Nicoletti. Ele é branco, usa óculos, tem cabelos e olhos castanhos, veste uma camisa branca, inclina o rosto levemente para a esquerda e tem olhar fixo para a câmera. Ao fundo desfocado há grades metálicas.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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Prefeitura mantém trabalhadores durante a madrugada e reforça limpeza de Cuiabá

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Quando o movimento diminui nas ruas de Cuiabá, equipes de limpeza urbana seguem trabalhando para recolher resíduos, lavar espaços públicos e fazer a capina e a roçagem de praças e avenidas. Há três meses, a Prefeitura, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Limpeza Urbana (Limpurb), mantém 78 trabalhadores no período noturno. Segundo o diretor de Resíduos Sólidos, Guilherme Vinhal, o serviço foi implantado de forma pioneira nesta gestão e passou a integrar a rotina de manutenção da capital.

As equipes atuam de segunda a sexta-feira, das 20h às 5h, com uma hora de intervalo, totalizando 40 horas semanais. Os trabalhadores recebem o adicional noturno previsto na convenção coletiva da categoria e não trabalham aos sábados. O planejamento considera as vias com canteiros estreitos, o fluxo de veículos e a continuidade dos serviços iniciados durante o dia. “Não é uma operação pontual. A Limpurb atua com um serviço contínuo na cidade”, explica Guilherme.

Cerca de 40 profissionais ficam responsáveis pelo recolhimento dos resíduos provenientes da limpeza urbana, como lixo, galhos e restos de capina e roçagem, reunidos e sinalizados pelas equipes diurnas. Conforme o diretor, a retirada desse material passou a ser realizada integralmente à noite. Com menos trânsito, os caminhões conseguem fazer mais viagens ao aterro, o que, segundo ele, trouxe maior agilidade e economia ao município. A organização também permite que equipes de diferentes turnos deem sequência ao atendimento de uma mesma avenida.

Na noite acompanhada pela reportagem, a programação incluiu a lavagem da quadra poliesportiva da Praça Ana Martinha, no Pedra 90, e o atendimento às praças Alencastro e Ipiranga, no Centro. Também foram realizados serviços de capina e roçagem na praça em frente ao Liceu Cuiabano, na Praça 8 de Abril e em pontos do Pedra 90 e bairro Doutor Fábio. Na Avenida Lavapés, próxima ao Shopping Goiabeiras, a roçagem foi programada para depois da 1h, aproveitando a redução do fluxo de veículos. As praças da região central recebem manutenção duas vezes por semana, conforme o planejamento informado pela Limpurb.

A lavagem conta com um caminhão-pipa de 10 mil litros, que realiza aproximadamente três carregamentos por noite. Antes da aplicação de água e dos produtos de limpeza, os agentes fazem a varrição para retirar os resíduos mais grossos e utilizam vassouras e rodos na remoção da sujeira. Segundo Guilherme, uma carga pode atender até duas praças, dependendo do serviço. Na Ana Martinha, o trabalho se concentra na lavagem da quadra e dos espaços de lazer, com novo atendimento estimado em oito a nove dias.

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Além da distribuição das tarefas, os encarregados acompanham a segurança e a integração dos trabalhadores. Jean Antonio Rodrigues de Oliveira coordena 25 pessoas e procura fortalecer a convivência com gestos como preparar um bolo para os aniversariantes da equipe. Para ele, os agradecimentos recebidos nas ruas também dão sentido à rotina. No Parque das Águas, lembra, uma pessoa interrompeu a caminhada para elogiar a limpeza e agradecer aos profissionais. “Sou apaixonado pelo que faço porque é muito gratificante ver que a gente está sendo útil para a população”, afirma Jean.

A preferência pelo turno noturno reúne motivos profissionais e familiares. Com cerca de dez anos de experiência na limpeza, Joanilse Francisca de Carvalho diz que o horário permite acompanhar mais de perto a rotina dos três filhos e do marido. Cleide Crispim da Silva, que tem 16 anos de atuação na área e iniciava sua primeira noite nesse turno, buscava uma nova experiência e condições de temperatura mais amenas. Já Claudecir Egídio Pires destaca a tranquilidade proporcionada pelo menor movimento nas ruas, embora avalie que o reconhecimento ao serviço ainda parte de poucas pessoas. Na chegada e na saída das equipes, o vigilante Cleiton Geraldo Pereira Monge também participa dessa convivência, oferecendo acolhimento e palavras de incentivo aos colegas.

Entre os trabalhadores, diferentes trajetórias se encontram no cuidado com a cidade. Aos 27 anos, Daniel Souza Leite se prepara para a chegada do primeiro filho, com a esposa no quinto mês de gestação, e vê no trabalho uma forma de construir o futuro da família. O cubano Gianni Elisberto San Miguel Salgado, que chegou ao Brasil há dez meses e começou na Limpurb em agosto, trabalha ao lado da esposa e valoriza a contribuição que presta à conservação dos espaços públicos. “Eu gosto porque contribuo para o cuidado do meio ambiente, ajudando na limpeza e organização das ruas”, relata Gianni.

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Um dos momentos mais marcantes de reconhecimento ocorreu no desfile de 7 de Setembro. Escalados para fazer a limpeza entre as apresentações das escolas, os agentes de conservação foram surpreendidos pelos aplausos da população enquanto caminhavam pela avenida para executar o trabalho rotineiro. Encarregada de uma equipe de aproximadamente 16 pessoas, Edinalva Souza Ferreira guarda a emoção daquele momento. “Foi emocionante, ninguém esperava. A população nos aplaudiu e reconheceu o nosso trabalho. Isso marcou bastante”, recorda Edinalva, que começou como gari e atua há cerca de 16 anos na área.

Quem acompanha a movimentação da cidade à noite também percebe o resultado. O manobrista Carlos Roberto da Silva considera que o horário facilita a execução dos serviços em locais movimentados durante o dia. “Como trabalho aqui no período noturno, vejo de perto a importância dessa equipe que atua durante a madrugada”, afirma Carlos. O montador Tiago Adelino de Freitas destaca a organização e o respeito dos profissionais durante o atendimento, enquanto Ricardo Almeida, que trabalha com marketing, avalia que a conservação dos espaços públicos melhora o ambiente para moradores, visitantes e comerciantes.

O comerciante Ricardo Navarro de Souza Lima da Silva, que atua em um quiosque no Centro, relata que resíduos voltam a aparecer poucas horas depois da limpeza. Guilherme reconhece que o descarte irregular é um desafio recorrente e reforça a necessidade de continuidade dos serviços. Para Edinalva, o cuidado começa com atitudes simples, como colocar copos e garrafas nas lixeiras e respeitar os profissionais durante o trabalho. Além de conservar praças e ruas, o descarte adequado ajuda a evitar a obstrução de bueiros e a reduzir o risco de retenção de água durante as chuvas.



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