MATO GROSSO
“Parceria entre UFMT e Universidade Agrícola do Sul da China só teve êxito com participação do Governo de MT”, afirma reitor
MATO GROSSO
Aconteceu nesta sexta-feira (23) o lançamento do Centro de Língua Chinesa e de Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia Agrícola, durante cerimônia realizada no Teatro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A iniciativa nasceu a partir de um acordo de cooperação internacional feito com a Universidade Agrícola do Sul da China (SCAU), em uma articulação do Governo de Mato Grosso, para proporcionar o ensino da língua chinesa e ampliar o desenvolvimento científico e tecnológico das ciências agrárias no Estado. O acordo prevê ainda a interação entre os estudantes brasileiros e chineses, por meio de intercâmbios culturais e científicos.
O reitor da UFMT, Evandro Soares, destacou a importância do Governo do Estado na articulação para que o acordo fosse concretizado. Segundo Evandro, o Núcleo de Relações Internacionais do Estado de Mato Grosso (NURIMAT) teve um papel importante para abrir novos horizontes no desenvolvimento linguístico, científico e cultural de Mato Grosso.
“Essa parceria só teve êxito com a participação do Núcleo de Relações Internacionais do Estado de Mato Grosso, capitaneado pelo Governo do Estado. Tivemos também a participação da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) e da Secretaria de Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) para congregar aquilo que temos em comum, que é o estreitamento das relações com as universidades. A gente acredita que por meio da língua, podemos nos aproximar dessa rica cultura chinesa. É uma oportunidade ímpar, tanto para os estudantes de ensino superior, como para toda sociedade mato-grossense”, disse o reitor.
O Centro será instalado dentro do campus Cuiabá da UFMT, por meio da Secretaria de Relações Internacionais da instituição. Para a viabilidade do ensino da língua, a SCAU enviará um professor para conduzir as atividades de ensino da língua chinesa no espaço. Já a coordenação local será representada pela professora Caroline Pereira de Oliveira, Coordenadora de Línguas Aplicadas à Internacionalização da Secretaria de Relações Internacionais (SECRI).
O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, participou do lançamento e comentou sobre a parceria. Para Allan, a iniciativa é uma importante ferramenta para fortalecer os laços acadêmicos e econômicos entre Mato Grosso e a China.
“A implantação do Centro de Idiomas é fundamental uma vez que, para darmos seguimento aos grandes negócios que estamos fazendo com o país, precisamos do entendimento da língua. A UFMT é vanguarda mais uma vez ao propor essa parceria, e o Governo do Estado, por meio da Seciteci, vai participar ativamente, incentivando os nossos servidores a aprenderem essa língua milenar”, disse o secretário durante o lançamento.
Outro ponto destacado pelo secretário está na ampliação da oferta de oportunidades para os pesquisadores brasileiros e na possibilidade de estabelecer novas parcerias com uma das maiores economias do mundo.
“A China é uma das maiores economias do mundo e o principal comprador dos produtos brasileiros. Diante disso, queremos trazê-los para dentro do nosso Estado, para que possamos compartilhar tecnologias e implementar empresas de base tecnológica, mas para isso nós precisamos superar a barreira do idioma”, finalizou o secretário.
Durante o lançamento do Centro, o vice-presidente da Universidade Agrícola do Sul da China, Qiu Rongliang, reforçou a importância da cooperação entre China e Brasil. Para Qiu, esse é um importante avanço, fruto da união de esforços entre as autoridades brasileiras e a universidade chinesa.
“Os intercâmbios bilaterais de cooperação entre universidades estão se aproximando com resultados mais frutíferos. A Universidade Agrícola do Sul da China atribui grande importância à cooperação com os países latono-americanos, incluindo o Brasil. Estamos orgulhosos do progresso alcançado com os esforços conjuntos e de realizar essa cerimônia de abertura”, disse o vice-presidente.
O acordo entre as instituições prevê ainda a realização de eventos culturais e de língua chinesa no Brasil e ações que promovam a língua portuguesa na China. Também estão previstos programas de intercâmbio linguístico e cultural de curta duração para alunos e docentes brasileiros.
Também participaram do evento o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de Mato Grosso, César AlbertMiranda; o presidente do Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), Marcos de Sá; o reitor em exercício da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Alexandre Porto; presidente do Ibrachina, Thomas Law; e o vice-presidente do Nurimat, professor Lucas Sousa.
Agenda em Mato Grosso
Ainda nesta sexta-feira (23) a comitiva chinesa acompanhou uma extensa agenda com importantes gestores e pesquisadores que fomentam o desenvolvimento científico e tecnológico no estado. No período da manhã, a comitiva participou de um encontro na Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato). Na ocasião foram apresentados os detalhes do Parque Tecnológico Mato Grosso.
A apresentação foi feita pelo coordenador do Parque, Rogério Nunes, que compartilhou os detalhes da finalização de toda a estrutura física do espaço, que será inaugurado no primeiro semestre de 2024.![]()
Já no período vespertino, a comitiva se deslocou até a sede da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), para acompanhar uma exposição do que está sendo desenvolvido na área de ciência e tecnologia em Mato Grosso. Nessa agenda, participou o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), Marcos de Sá.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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