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Com aumento de 83%, Desenvolve MT libera mais de R$ 58 milhões em crédito até novembro de 2024

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Até novembro de 2024, a Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso, a Desenvolve MT, liberou mais de R$ 58 milhões em crédito para empreendedores no Estado de Mato Grosso, um aumento de 83% em relação ao mesmo período de 2023.

Dentre todas as linhas, a mais procurada foi a Empresarial. Ela é responsável por grande parte do crédito liberado neste ano e atende mais de 54% dos empresários que procuram a Desenvolve MT. Em suas duas modalidades, Invest e Invest Mix, são oferecidos créditos para aquisição de máquinas e equipamentos nacionais novos, financiamentos de obras civis, capacitação de pessoal, compra de insumos e entre muitos outros.

A linha Desenvolve Empreendedor contém as modalidades Mulher Empreendedora e Jovem Empreendedor. Como meio de impulsionar mulheres e jovens de até 29 anos, ela realizou diversos atendimentos e abraçou parte expressiva do público da agência. A linha de Turismo também atendeu a empresários mato-grossenses e auxiliou em reformas de pousadas, restaurantes, aquisições de barcos e entre outros. Ambas as três foram instrumento para incentivar políticas públicas voltadas para o fomento econômico em Mato Grosso.

“Em 2024, alcançamos avanços, esses que vieram do trabalho conjunto da Sedec e da Desenvolve MT, em uma parceria estratégica. Pela agência, ampliamos as linhas de crédito com o segmento rural, de turismo e tantos outros, além de darmos apoio técnico às micros, pequenas e médias empresas. Com isso, ajudamos inúmeros empreendedores de diversos setores, gerando renda e empregos para as famílias mato-grossenses. Continuaremos trabalhando para criar um Mato Grosso mais forte, competitivo e inovador e a Desenvolve MT, sem dúvidas, faz parte dessa missão”, comentou o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda.

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Neste ano, ainda surgiram duas novas linhas de investimento, Desenvolve Invest Rural e Desenvolve Inovação. A primeira foi criada para apoiar pequenos produtores com foco na produção familiar e na busca por ampliação da tecnologia agrícola, buscando incentivar quem contribui cada vez mais para a economia do estado. Ela opera por meio de financiamentos de até R$ 1,5 milhão com taxa de juros de 1% a.m.

Já a linha Desenvolve Inovação também é um dos recursos que, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), disponibilizou R$ 49 milhões para empresas com interesse em inovação. Com até R$ 1,5 milhão para financiamento e prazos de até 120 meses, a linha foca em diferentes setores e aposta na evolução da indústria.

“Nós realizamos feitos que consideramos relevantes a muitos empreendedores e produtores rurais de nosso Estado. Criamos parcerias com a FINEP que auxiliará como meio de inovação no nosso processo produtivo, conseguimos superar nossa meta de liberação de crédito e levar esse programa do Governo do Estado a dezenas de municípios. Tudo ocorreu através da cooperação de diversos setores, onde nós alcançamos um número maior de beneficiados e promovemos uma participação ativa nas políticas públicas de Mato Grosso graças a essas ações”, declarou a diretora-presidente da Desenvolve MT, Mayran Beckman.

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O MT Garante, o Fundo de Aval Garantidor de Mato Grosso, também é parte importante do ano. Seu objetivo é prover de modo complementar os riscos das operações de crédito contratadas com os Agentes Financeiros. O fundo, que só pode ser usado para cobrir até 80% do crédito contratado para financiamentos, movimentou mais de R$ 24 milhões até outubro de 2024. Ele pode ser usado por Microempreendedores Individuais (MEIs), Microempresas (MEs) e Empresas de Pequeno Porte (EPPs).

*Com supervisão de Clara Campos

Fonte: Governo MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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