MATO GROSSO
Agnaldo Santos reafirma compromissos do governo com as causas indígenas no Chamado Raoni
MATO GROSSO
O superintendente de assuntos indígenas do estado de Mato Grosso Agnaldo Santos, esteve presente entre os dias 24 e 28 de julho no encontro indígena ‘Chamado Raoni’, evento que contou com mais de 800 indígenas e entre eles personalidades influentes ligados a luta pelos direitos indígenas.
Agnaldo Santos ressaltou a importância da participação do governo. “Fomos ao ‘Chamado do Cacique Raoni’ com o objetivo de ouvir as demandas da comunidade indígena. Tivemos a oportunidade de interagir com importantes lideranças indígenas de nosso estado e de outros lugares do país”, afirmou.
Na ocasião ele também destacou o compromisso do governo em melhorar as condições de vida das comunidades, por meio de ações, como investimentos em infraestutura, educação e assistência social.
Foto: Superintendência Indígena
“Contamos com total apoio do nosso governador Mauro Mendes, do nosso secretário da casa civil Fábio Garcia e da primeira-dama Virginia Mendes, madrinha dos povos indígenas das 43 etnias do estado, para realizar um tratamento diferenciado aos indígenas. Estamos presentes em todos os territórios indígenas do estado, trabalhando para fornecer melhores condições de vidas a esses povos”, disse Santos.
O “Chamado do Cacique Raoni” ecoou para além das fronteiras do país, recebendo apoio de figuras internacionais. A mensagem é clara: a luta dos povos indígenas não é apenas uma luta pela terra, mas também uma luta pelo meio ambiente, pelo futuro do planeta. A atuação dos povos é essencial na preservação da biodiversidade e no combate às mudanças climáticas, e é indispensável que suas vozes sejam ouvidas. Agnaldo fez um alerta: “Precisamos agir agora, para que a situação ambiental não se torne insustentável”.
Esses dias foram de fortalecimento das alianças indígenas, reflexões sobre os desafios enfrentados e planejamento para o futuro. Este encontro foi apenas o começo. O chamado de Raoni continua a reverberar, lembrando a todos que a luta dos povos indígenas é uma luta de todos nós.
Sobre o Evento.
No final de julho, especificamente entre os dias 24 e 28, uma reunião de grande importância e significado para os povos indígenas ocorreu na Terra Indígena Capoto Jarina, em São José do Xingu a 931 Km de Cuiabá no estado de Mato Grosso. O local é o lar da aldeia Piaraçu, onde o evento, nomeado ‘Chamado do Raoni’, foi sediado. Mais de 800 indígenas de diferentes etnias atenderam ao chamado, viajando de diversas regiões do país para unir forças, compartilhar experiências e debater questões críticas aos povos originários.

Foto: Superintendência Indígena
Raoni nasceu na década de 30 – a data exata é desconhecida. É impossível dimensionar o que ele já viu e viveu nos seus cerca de 90 anos de vida. Conheceu Marechal Rondon e o ex-presidente Juscelino Kubitschek. Dos irmãos Villas-Bôas ouviu que deveria lutar por todos os povos indígenas, e não apenas pelo seu. E assim o fez. Símbolo da luta e da resistência indígena, Raoni é reconhecido entre seus pares, respeitado por todos os povos, reverenciado por não-indígenas do mundo todo – celebridades, governantes, acadêmicos, etc.
A temática central deste encontro envolvia duas questões urgentes e muito debatidas atualmente: o marco temporal, que dita os limites temporais para reivindicações de terras, e as mudanças climáticas, assunto de interesse global cujos efeitos se fazem sentir de maneira bastante severa nas comunidades indígenas. O encontro buscou criar um espaço de diálogo e de fortalecimento para que os povos indígenas possam se fazer ouvir na luta por seus direitos.
Na cerimônia de abertura, o Cacique Raoni, figura notória e amplamente respeitada na luta pelos direitos indígenas, reiterou a importância da defesa de suas terras ancestrais. A memória coletiva dessas lutas ressoou nas falas de outras lideranças que dividiram o palanque com Raoni durante o evento. Bemoro Metuktire, Puiu Txucarramãe, Yabuti, Bepdjai Metikure e Koti Metikure, entre outros, compartilharam suas perspectivas e experiências, reafirmando o compromisso contínuo na defesa de seus direitos.
O evento teve a honra de receber personalidades influentes na defesa da causa indígena. Entre eles, estavam o xamã Davi Kopenawa, liderança dos Yanomami, Francisco Piyãko, líder dos Ashaninka no Acre, o filósofo e ambientalista Ailton Krenak, e a deputada federal Célia Xakriabá, primeira indígena eleita por Minas Gerais.
A presença do presidente Lula era esperada no evento, contudo, um imprevisto relacionado a sua saúde o impediu de participar. A necessidade de se submeter a uma infiltração no quadril levou ao cancelamento de sua presença. Mesmo sem a participação do presidente, a reunião foi prestigiada por figuras importantes do governo, como a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, e os presidentes da Funai e do Ibama, Joênia Wapichana e Rodrigo Agostinho, respectivamente.
MATO GROSSO
Caminhoneiro morre após perder controle de carreta e tombar na BR-364
Um caminhoneiro morreu após um acidente envolvendo uma carreta na BR-364, em Campo Novo do Parecis (a 402 km de Cuiabá).
A ocorrência foi registrada no trecho da rodovia que liga o município a Tangará da Serra. Conforme as informações preliminares, o motorista seguia pela estrada conduzindo uma carreta Scania R 420, que transportava uma carga de fertilizantes agrícolas, quando perdeu o controle do veículo.
Após sair da pista, a carreta tombou às margens da rodovia. O impacto provocou danos na estrutura do veículo e também comprometeu parte da carga transportada.
Equipes de atendimento foram mobilizadas para prestar socorro, mas o caminhoneiro não resistiu aos ferimentos. Ele ficou preso nas ferragens e teve a morte confirmada ainda no local.
A área do acidente foi isolada para a realização da perícia, que deve apontar as possíveis causas da ocorrência. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde serão realizados os procedimentos de identificação.
As circunstâncias que levaram o motorista a perder o controle da carreta ainda serão apuradas.
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