ECONOMIA
Edifícios de uso misto ganham espaço nas cidades
ECONOMIA
O mercado imobiliário global começa a abandonar a lógica de ativos isolados e passa a direcionar investimentos para territórios capazes de concentrar diferentes funções urbanas e responder simultaneamente a demandas demográficas, tecnológicas e de comportamento. Essa é uma das conclusões do relatório “2026 Global Outlook: Emerging Trends in Real Estate”, produzido em parceria pela PricewaterhouseCoopers (PwC) e pelo Urban Land Institute (ULI), que identifica uma mudança no perfil dos empreendimentos considerados mais estratégicos para o próximo ciclo de desenvolvimento do setor.
Entre os movimentos apontados pelo estudo está o avanço dos empreendimentos de uso misto, que passam a ganhar relevância como estruturas urbanas híbridas ao integrar moradia, trabalho, varejo e espaços de convivência em um mesmo ambiente. O relatório indica que a convergência entre diferentes usos deixa de ser apenas uma característica de projeto e passa a representar uma estratégia de geração de valor, associada a uma transformação mais ampla no papel dos edifícios nas cidades. Nesse cenário, empreendimentos passam a operar não mais como elementos isolados no contexto urbano, mas como estruturas capazes de impulsionar atividade econômica, circulação de pessoas e permanência no território.
Os dados também mostram crescimento dos chamados ativos ligados ao viver, categoria que reúne residências, moradias para idosos, habitação estudantil e ativos de saúde, responsáveis por 18% das transações imobiliárias na Europa em 2025. O resultado reforça uma mudança na percepção de valor do setor: mais do que o espaço construído, ganham relevância fatores como operação de serviços embarcados, experiência do usuário e capacidade de adaptação dos empreendimentos às novas dinâmicas urbanas – como aquelas relacionadas à mobilidade urbana ou a novos centros de negócio e entretenimento.
A análise “Three Trends Driving Mixed-Use Design in 2025”, assinada por Jose Sanchez do DLRGroup, aprofunda essa perspectiva ao descrever como novos projetos estão sendo concebidos para ir além da função imobiliária tradicional. O estudo mostra que empreendimentos de uso misto passaram a incorporar referências da hospitalidade, com espaços compartilhados, serviços concentrados no próprio equipamento e ambientes multifuncionais, indicando uma mudança na expectativa dos usuários sobre o que buscar em um ativo imobiliário.
O documento também destaca a reutilização adaptativa como estratégia para responder ao adensamento urbano, transformando áreas ou edifícios subutilizados em novos usos. O varejo em projetos de uso misto, por exemplo, é descrito como elemento de ativação urbana e catalisador de convivência. O conceito de “criação de lugar” aparece como um dos motores desses projetos e parte da ideia de que o valor de um empreendimento não está apenas na edificação em si, mas na capacidade de gerar permanência, estimular encontros e fortalecer a relação das pessoas com o entorno. Para isso, fatores como espaços caminháveis, integração com transporte, usos complementares e desenho voltado à vida cotidiana são apontados pelo estudo como elementos que ampliam a vitalidade dos territórios.
No que diz respeito à mobilidade, a Associação Internacional de Administradores de Frotas e de Mobilidade (AIAFA) também sustenta que cidades estão avançando para ecossistemas urbanos de uso misto. Segundo especialistas ouvidos pela publicação, esses projetos vêm sendo utilizados como instrumento de requalificação de áreas pouco aproveitadas e, quando diferentes funções urbanas se concentram em uma mesma região, reduz-se a necessidade de deslocamentos longos.
Exemplos no mercado brasileiro
Um exemplo dessa nova dinâmica global é protagonizado pela Porte Engenharia e Urbanismo em São Paulo. A empresa desenvolve um conjunto de empreendimentos de uso misto que compõem hoje o Eixo Platina, como os empreendimentos Geon 652, Crona 665, Platina 220, Almagah 227, Metria 624, Urman São Paulo e o Espaço Japi – todos concebidos para integrar diferentes funções urbanas, reunindo usos residencial, corporativo, comercial, de serviços e lazer em uma mesma dinâmica territorial na capital paulista.
Esses empreendimentos nascem a partir de estudos da área de Ciência Urbana da Porte, que realiza analisa demandas e oportunidades da cidade em cada região, acompanhando a dinâmica territorial. A partir dessas análises, os equipamentos são planejados por meio de projetos arquitetônicos que buscam articular uma nova forma de ocupação da cidade, reduzindo a dependência de deslocamentos no cotidiano de seus usuários – o que amplia o impacto na mobilidade para toda a cidade.
“A demanda urbana vem mostrando uma valorização crescente da proximidade entre diferentes atividades cotidianas. As pessoas estão buscando empreendimentos que permitam combinar moradia, trabalho, consumo e lazer sem a necessidade de longos deslocamentos. Esse movimento orienta cada vez mais as escolhas dos usuários e dos investidores”, afirma Mila Soares, diretora de Incorporação e Novos Negócios da Porte.
Para Mila, a integração de usos em um mesmo projeto tem implicações práticas no dia a dia dos moradores e usuários. “Empreendimentos que reúnem diferentes funções urbanas em um mesmo território podem contribuir para reduzir deslocamentos e ampliar a conveniência no cotidiano. Isso não é apenas uma questão de conforto, é também um elemento que começa a influenciar o valor percebido dos projetos”, diz a diretora.
Os estudos indicam que sustentabilidade e conectividade aparecem também como elementos estruturantes desses empreendimentos, com destaque para a integração entre usos, o desenho voltado ao pedestre, a multimodalidade e a eficiência operacional. O relatório do ULI reforça que a sustentabilidade tende a gerar, no longo prazo, uma narrativa de valor mais consistente para os ativos que a incorporam de forma estrutural.
O conjunto de dados reunidos por esses estudos aponta que o movimento em direção ao uso misto não é uma tendência isolada, mas parte de uma reconfiguração mais ampla do que se espera de um empreendimento, em termos de função, experiência e posição no território urbano.
ECONOMIA
Desenvolve MT oferece linhas de crédito para empresas antes das vendas de fim de ano
Com a chegada das festas de fim de ano, preparar o negócio com antecedência pode fazer a diferença para aproveitar o aumento das vendas. Pensando nisso, a Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso oferece opções de financiamento para empresas que querem investir, reforçar o estoque, modernizar a estrutura ou ampliar a capacidade de atendimento.
As linhas de financiamento oferecem alternativas para empreendedores que precisam preparar o negócio para o período de maior movimento, investir em novas oportunidades ou iniciar o próximo ano com mais estrutura. Confira abaixo as opções disponíveis e veja qual delas atende às necessidades da empresa.
Desenvolve Empresarial
Uma das linhas de crédito mais procuradas da agência é destinada a investimentos, ampliação e modernização de negócios. O produto oferece duas modalidades de financiamento.
Invest: Ideal para quem busca recursos exclusivamente para investimentos, como aquisição de máquinas, equipamentos, melhorias na estrutura ou expansão do negócio. Crédito de até R$1,5 milhão, prazo de até 120 meses, taxa de juros de 1,25% ao mês e 20% de bônus para pagamento em dia.
Invest Mix: Também oferece investimento de até R$1,5 milhão e prazo de até 120 meses para pagar, com taxa de juros de 1,4% ao mês,mantendo os 20% de bônus para pagamentos em dia. O diferencial é que permite direcionar 30% do valor do financiamento para capital de giro associado, e 70% para investimento,
Desenvolve Empreendedor -Jovem e Mulher Empreendedora
Linha de crédito focada em jovens de 18 a 29 anos que estão começando um negócio, e mulheres à frente do negócio. O valor para financiamento é de até R$15 mil, com juros de 0,5% ao mês e bônus de adimplência de 20% para pagamento em dia. O recurso deve ser dividido em 30% para capital de giro associado e 70% para a compra de produtos e equipamentos.
Desenvolve Transporte
Linha de crédito destinada a profissionais e empresas que precisam investir em veículos e soluções para o transporte de cargas e mercadorias, além de atividades relacionadas ao setor. São três modalidades de financiamento: até R$ 1,5 milhão para veículos, até R$ 150 mil para táxis e até R$ 20 mil para motocicletas.
Desenvolve Invest Rural
Para empresários do agronegócio, a Desenvolve MT oferece a linha Desenvolve Rural, com crédito de até R$ 1,5 milhão e taxa de juros de 1% ao mês. A linha possui duas modalidades: a Invest Rural Máquinas e Implementos, com financiamento de até R$ 1,5 milhão, e a Invest Rural Equipamentos, com limite de até R$ 250 mil. As condições incluem carência de seis meses e bônus de adimplência de 20%, aplicado aos pagamentos realizados em dia e que reduz a taxa de juros.
Fundes – Fundo de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso
Linha de crédito voltada ao desenvolvimento e à modernização de negócios dos setores de indústria, comércio e serviços, além de investimentos em atividades rurais sustentáveis, economia criativa e empreendimentos em Mato Grosso. A linha é dividida em cinco modalidades de financiamento.
Fundes Empresa e Fundes MEI: Destinadas a empresas dos setores industrial, comercial e de serviços, as linhas Fundes Empresa e Fundes MEI oferecem crédito para investimentos, ampliação e modernização dos negócios. A Fundes Empresa disponibiliza até R$ 300 mil, com taxa de juros de 4,76% ao ano, prazo de até 60 meses e bônus de adimplência de até 15%. Para microempreendedores individuais, a Fundes MEI oferece crédito de até R$ 75 mil, com a mesma taxa de juros e bônus de 15% para pagamentos realizados em dia.
ABC+Investimento: Linha de crédito para produtores rurais que desejam investir na modernização sustentável de suas propriedades. Com objetivo de aumentar a produção, porém, com diminuição da emissão de gases do efeito estufa, com práticas ecológicas do programa ABC+. A linha tem o empréstimo de até R$450 mil, taxa de 4,76% a.a e bônus adimplência de 15% e carência de até 24 meses, com prazo de pagamento de até 60 meses.
Economia Criativa: Linha de crédito destinada a investimentos para o capital de giro associado e criação de produtos das artes cênicas, como música, artes visuais, literatura, audiovisual, games, publicidade, design, artesanato, eventos e turismo local. Com financiamentos de até R$300 mil, taxa de juros de 4,76% a.a, prazo de até 60 meses e bônus adimplência de 15%.
Bares, Restaurantes e Hotéis: Destinado exclusivamente a bares, restaurantes e hotéis, o financiamento apoia investimentos em melhorias, estrutura e expansão do negócio, incluindo capital de giro associado. A linha oferece crédito de até R$1,5 milhão, com taxa de juros de 4,76% ao ano, prazo de até 24 meses e bônus de 15% para clientes adimplentes.
Capital de Giro: Linhas de crédito voltadas a propostas de crédito para capital de giro dissociado, para cobrir as necessidades financeiras de fluxo de caixa das empresas dos setores da indústria, comércio e serviços. Destinado para fomentar a produção de bens e serviços de cada empresa. Com crédito de até R$300 mil, taxa de 5,76% a.a. e bônus adimplência de 15%, com carência para começar a pagar de até 24 meses e prazo de financiamento de até 60 meses.
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