POLITÍCA NACIONAL
Comissão de Inteligência vai apurar espionagem da Abin sobre Paraguai
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A crise diplomática com o Paraguai foi o principal tema na instalação da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), nesta quarta-feira (2). Tomaram posse o deputado Filipe Barros (PL-PR), como presidente, e o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), como vice-presidente.
O senador Esperidião Amin (PP-SC) apresentou dois requerimentos destinados a averiguar a espionagem realizada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para acessar informações sigilosas do Paraguai sobre a Usina Hidrelétrica de Itaipu.
O parlamentar quer o comparecimento na CCAI de autoridades da agência e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para prestar informações.
— Da Abin, nós precisamos de notícias, e da Polícia Federal precisamos saber qual foi a interferência que ensejou essa notícia de vazamentos, vazamentos que estão afetando as relações entre o Brasil e o Paraguai. Ora, o Paraguai convocou o embaixador do Brasil em Assunção para explicar e chamou para o Paraguai de volta o embaixador. Isso demonstra a gravidade do momento que nós vivemos.
A iniciativa de monitoramento teria começado, segundo o Itamaraty, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, em junho de 2022, e encerrada em março de 2023, assim que o governo Lula tomou conhecimento.
De acordo com o deputado Filipe Barros, os dois requerimentos serão votados na próxima reunião, na quarta-feira (9), a partir das 15 horas. Ele afirmou que pretende realizar reuniões da comissão pelo menos uma vez por mês para cumprir o papel institucional do colegiado, começando pelo tema dos requerimentos.
— Certamente, esse assunto relativo ao Brasil e Paraguai será um que nos demandará bastante nas próximas semanas — disse.
O senador Nelsinho Trad, que já foi presidente da CCAI, lamentou a crise entre os dois países.
— Nossa missão é clara e indispensável, garantir que as atividades de inteligência desenvolvidas pelo Estado brasileiro estejam estritamente dentro da legalidade, da ética e do compromisso com o direito internacional. Não podemos deixar espaço para desvios de finalidade nem abusos. É nossa obrigação constitucional acompanhar, fiscalizar e cobrar explicações detalhadas sobre qualquer episódio que coloque em dúvida a integridade da atuação das nossas agências — disse.
Composição
Barros preside a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, e Nelsinho, a Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE). Pela resolução que criou a CCAI, os presidentes desses colegiados se alternam no comando da comissão mista, com mandatos de um ano.
A CCAI é responsável pela fiscalização e pelo controle externos das atividades de inteligência e contrainteligência praticadas por órgãos e entidades da administração pública federal, como a Abin, as Forças Armadas e a Polícia Federal. A comissão tem o poder de convocar autoridades e solicitar informações dos órgãos de inteligência.
Seis senadores e seis deputados integram o colegiado. Além de Nelsinho e de Amin, participam da comissão Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), Ciro Nogueira (PP-PI), Cid Gomes (PSB-CE), Eduardo Braga (MDB-AM)
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência
O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.
Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.
Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.
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