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Plínio Valério defende isenção de taxas para a Embrapa

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Em pronunciamento no Plenário do Senado nesta quarta-feira (2), o senador Plínio Valério (PSDB-AM) fez um apelo pela valorização da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), destacando sua importância estratégica para o desenvolvimento do agronegócio nacional. O parlamentar alertou para os cortes orçamentários sofridos pela instituição e defendeu a aprovação do Projeto de Lei (PL) 2.694/2021, de sua autoria, que isenta a Embrapa do pagamento de taxas para registro de tecnologias, cultivares e produtos, cobradas por órgãos como o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a Anvisa e o Ibama. A proposta, já votada no Senado, está na Câmara dos Deputados, onde aguarda análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Segundo Plínio Valério, a Embrapa foi responsável por transformar o Brasil em uma potência agrícola mundial, mas atualmente enfrenta sérias dificuldades financeiras. Ele citou reportagem da revista Veja apontando que, entre 2014 e 2024, os repasses federais para a empresa caíram de R$ 432 milhões para R$ 177 milhões, uma redução de quase 70%. Além disso, a Embrapa iniciou o ano com um déficit de R$ 26 milhões em sua área de pesquisa. O senador destacou os custos crescentes com a manutenção de cultivares protegidos, que passaram de R$ 1,1 milhão (2015-2019) para R$ 3,3 milhões nos últimos cinco anos, com previsão de aumento de mais R$ 600 mil em 2025.

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— Se o governo não disponibiliza os recursos necessários para a nossa pesquisa científica, que ao menos não se aproprie deles — afirmou o senador.

Plínio Valério também destacou a atuação da Embrapa Amazônia Ocidental no apoio a comunidades rurais e pequenos produtores no Amazonas. Para o senador, isentar a empresa de encargos burocráticos permitirá maior investimento em pesquisa, inovação e sustentabilidade. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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