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Plínio defende asfaltamento da BR-319

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O senador Plínio Valério (PSDB-AM), em pronunciamento nesta terça-feira (25), voltou a defender a pavimentação da BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho. Segundo ele, a falta de infraestrutura na região isola o Amazonas do restante do país e compromete o abastecimento local.

O senador criticou órgãos ambientais como o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama, além da Funai, por não autorizarem a obra, e disse que a negativa ignora as necessidades da população. O parlamentar destacou que Manaus, cidade com mais de 2,3 milhões de habitantes, não possui uma ligação terrestre asfaltada com o restante do Brasil, dependendo exclusivamente do transporte aéreo e fluvial.

— Eu me detenho à importância da BR-319 quando a falta de infraestrutura se torna uma sentença de morte. A pandemia de covid-19 teve um impacto devastador no Amazonas, expondo fragilidades estruturais e logísticas que agravaram a crise sanitária da região — disse.

Plínio Valério também ressaltou os desafios enfrentados ao longo da BR-319. Ele observou que, durante o período de chuvas, caminhões atolam na estrada, dificultando o transporte de mercadorias e insumos médicos; na estiagem, poeira e buracos tornam a viagem ainda mais precária. Ele comparou a situação com a infraestrutura de outros países e questionou o fato de que, enquanto há uma ligação asfaltada com a Venezuela, o acesso terrestre ao restante do Brasil continua negligenciado.

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 — A pandemia evidenciou que a falta de infraestrutura adequada pode ter consequências letais. Teve e terá, enquanto não reconhecerem o nosso direito, enquanto não reconhecerem o direito de um povo que teima em ser reconhecido como brasileiro, de um povo que quer ser brasileiro, mas um povo que quer também os direitos dos brasileiros — concluiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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