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Projeto cria brigada nacional para atuar em incêndios florestais e desastres naturais

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O Projeto de Lei 1634/24 cria a Brigada de Mobilização Nacional, formada por integrantes do Corpo de Bombeiros dos estados e do Distrito Federal, para atuar na prevenção e no controle de desastres naturais e de outras emergências em todo o território brasileiro. A Câmara dos Deputados analisa a proposta.

Segundo o texto, a brigada será formada por, pelo menos, mil integrantes, que deverão passar por treinamentos específicos e estar preparados para atuar imediatamente em operações. A formação deve preparar os brigadistas para ações de prevenção a desastres naturais, para o combate a incêndios florestais e para outras emergências.

O acionamento da brigada será feito por ato conjunto dos ministros da Integração e Desenvolvimento Regional; do Meio Ambiente e Mudança do Clima; e da Justiça e Segurança Pública. O documento deverá especificar a área de atuação, o tempo de mobilização e o quantitativo da força operacional, além de orientações gerais e específicas sobre as medidas de prevenção e emergências a serem adotadas.

Os integrantes de corporações de bombeiros mobilizados ficarão sob coordenação do Ministério da Integração e Desenvolvimento Nacional, mas não deixam de integrar o quadro funcional das respectivas corporações. Os servidores civis e militares que participarem das atividades desenvolvidas pela brigada terão direito a diárias.

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Autor do projeto, o deputado Lucio Mosquini (MDB-RO) ressalta que as mudanças climáticas decorrentes de ações humanas têm provocado cada vez mais casos de enchentes, secas prolongadas, incêndios florestais e outros desastres naturais que acabam impactando a economia, destruindo cidades e arrasando biomas.

“Agir preventivamente com capacidade técnica e operacional é a ordem que se impõe!”, afirma o autor. “Para isso, estamos propondo a criação da Brigada de Mobilização Nacional para agir de forma resoluta e coordenada na contenção das graves emergências que ciclicamente acometem o País”, acrescenta o deputado.

Fontes de custeio
A compra de bens e equipamentos necessários às atividades da Brigada de Mobilização Nacional será feita, segundo o projeto, com recursos:

  • do Fundo Nacional de Segurança Pública;
  • do orçamento do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima; e
  • do orçamento do Sistema Nacional de Defesa Civil.

Próximas etapas
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Marcia Becker

Fonte: Câmara dos Deputados

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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