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Senado amplia participação remota para senadores com deficiência

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A Comissão Diretora do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (17), um ato que garante a participação remota de senadores com deficiência em sessões do Plenário e reuniões das comissões. A medida altera o Ato da Comissão Diretora nº 1, de 2023, ampliando o uso do Sistema de Deliberação Remota (SDR) para assegurar a plena atuação parlamentar.

A nova regra se aplica a parlamentares com deficiência, conforme definido pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146, de 2015), nos casos em que haja impossibilidade ou dificuldade significativa e permanente de comparecimento presencial às dependências do Senado. Nesses casos, será garantida a possibilidade de uso da palavra e registro, virtualmente, de votos em votações nominais ostensivas. A autorização para participação a distância será deliberada previamente pela Comissão Diretora.

Na justificativa, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ressaltou que a medida é um avanço para a inclusão e acessibilidade no Parlamento, ao assegurar condições equitativas para todos os parlamentares. “O Estatuto da Pessoa com Deficiência destina-se a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais das pessoas com deficiência”, pontuou.

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Pacheco ressaltou que a tecnologia torna possível o trabalho remoto e permite que parlamentares exerçam suas atividades sem limitações impostas pela deficiência.

O ato ainda será numerado e publicado, quando já entrará em vigor.

Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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