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Indicação de general para ministro do STM foi aprovada na CCJ

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A indicação pela Presidência da República do general Guido Amin Naves (MSF 56/2024) para o cargo de ministro do Superior Tribunal Militar (STM) será analisada ainda nesta quarta-feira (11) no Plenário, após ter sido aprovada pelos senadores na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Na sabatina, o nome do futuro ministro obteve 26 votos a favor e um contra. A indicação teve como relator na comissão o senador Otto Alencar (PSD-BA). Um dos parlamentares que se dirigiu ao sabatinado foi o senador Fabiano Contarato (PT-ES).

Contarato criticou a eleição para a presidência da Corte, realizada na última semana. De acordo com ele, os ministros do STM violaram uma tradição bicentenária da instituição.

— A cada dois anos há uma rotatividade na presidência pelas Forças Armadas, daí quando chegou a vez da única mulher do STM presidir, houve o lançamento de uma candidatura masculina e a decisão foi para o voto. Isso é uma demonstração de que há na instituição um comportamento sexista, o que é muito significativo — apontou Contarato.

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Ao responder, o general Naves limitou-se a parabenizar a nova presidente do STM.

— Tenho absoluta convicção de que a ministra tem toda a experiência e todos os predicados para exercer a presidência do STM nos próximos dois anos, conforme foi eleita. De antemão desejo a ela todo o sucesso nesse trabalho de conduzir os trabalhos da Corte nesse próximo biênio. Não vejo nada mais que possa dizer a respeito disso — resumiu o general.

A ministra Maria Elizabeth Rocha foi escolhida no dia 5 de dezembro para presidir o STM no biênio 2025-2027. Com posse prevista para março de 2025, a ministra será a primeira mulher a presidir a Corte em 206 anos de sua existência.

Currículo

De acordo com o relatório apresentado pelo senador Otto, o general Naves realizou diversos cursos próprios da carreira militar, dentre eles o bacharelado em Ciências Militares, o mestrado em Operações Militares e o doutorado em Ciências Militares.

Entre as funções que já exerceu, está a de general de brigada do Comando de Defesa Antiaérea do Exército (Guarujá/SP) e a de chefe do Escritório de Projetos Estratégicos do Exército. Ele também esteve à frente do Comando Conjunto de Defesa Cibernética, do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército e do Conselho de Administração da Indústria de Material Bélico do Brasil.

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Atualmente, Naves exerce o cargo de Comandante Militar do Sudeste, que abrange todo o estado de São Paulo, com sede na capital paulista e com efetivo de aproximadamente 20 mil militares.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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