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Girão critica ‘ativismo político-ideológico’ do STF

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Em pronunciamento nesta terça-feira (10), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou a atuação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso. O senador apontou comportamentos que, segundo ele, representam ativismo judicial e intromissões em decisões políticas, como a interferência em políticas estaduais e a imposição de regras específicas, e que não condizem com a natureza do cargo.

— É isso que tem acontecido reiteradamente. O que é que os senhores precisam? De mais sinais? Nos últimos anos, o que a gente está vendo são alguns ministros do STF que, em vez de serem os guardiões da Constituição, da Carta Magna, são os primeiros a descumpri-la, fazendo verdadeiros malabarismos jurídicos para impor suas visões em assuntos de natureza política, [já] devidamente aprovados pelo Congresso Nacional — afirmou.

Girão citou falas públicas do ministro, como declarações feitas em eventos nacionais e internacionais, em que Barroso teria reforçado posicionamentos políticos. O senador mencionou também a participação de Barroso em um congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), onde o ministro teria dito que “derrotamos o bolsonarismo”. Para o parlamentar, tais comportamentos são impróprios para um integrante do Judiciário.

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O senador também criticou a participação de Barroso no julgamento sobre a descriminalização do uso de drogas, e citou a participação do ministro em eventos internacionais que promoviam a liberação da maconha. Girão questionou o motivo de Barroso não ter se declarado impedido no julgamento relacionado ao tema no STF.

— Esse senhor [Barroso] gosta de aparecer demais. Tire a toga e venha disputar uma eleição; é legítimo. Isso é negócio de político frustrado. O tribunal não é lugar de político, ministro Barroso. Por favor, respeite o Brasil, respeite os brasileiros, dê-se ao respeito — disse Girão.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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