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Zequinha alerta para risco de colapso financeiro no Pará

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Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (27), o senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) manifestou preocupação com o endividamento crescente do estado que ele representa, o Pará. Segundo o parlamentar, esse endividamento é “o maior de sua história” e pode levar a um colapso financeiro. Ele mencionou dados divulgados pelo jornal O Liberal, que aponta o risco de comprometimento do pagamento de salários e pensões em um futuro próximo.

Zequinha afirmou que a atual gestão estadual contratou 15 empréstimos desde o início do mandato, em um total de R$ 18,6 bilhões. Ele disse o empréstimo mais recente, que seria de R$ 483 milhões, foi aprovado rapidamente pela Assembleia Legislativa do Pará e deve ser destinado à implantação e à pavimentação da Avenida Liberdade, em Belém. O senador criticou a ausência de debate público e a falta de transparência em relação aos projetos financiados com esses recursos.

— É preocupante a situação do Pará. Não tem recursos próprios para fazer uma pavimentação de rodovia, mesmo que seja de pequena extensão. Como eu disse, são 15 empréstimos feitos pelo governo atual, que somam um valor de R$ 18.624.905.694,35. É dinheiro para valer! E aí o problema é que a Assembleia Legislativa aprova esses empréstimos. E os outros [empréstimos], que apenas dizem que é para a construção de infraestrutura no estado? E você não sabe onde está essa infraestrutura porque, se for o caso de estradas, temos as piores do nosso estado — criticou ele.

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Zequinha alertou ainda para o risco de o Pará enfrentar um colapso financeiro semelhante ao da década de 1990. Ele afirmou que naquela ocasião o estado atrasou o pagamento de salários e dívidas com fornecedores.

— Num futuro muito próximo, é perigoso o estado apenas pagar folhas de servidores e parcelas de empréstimos, e mais nada. Esse é o grande perigo. É a visão que todo mundo está tendo por causa do alto volume de recursos emprestados em 15 empréstimos diferentes. Um endividamento bilionário. Acredito que, até o final do governo atual, no final do ano de 2026, esse endividamento só de principal já tenha ultrapassado a casa dos R$ 20 bilhões. Daqui a algum tempo, repito, o estado só terá recursos para pagar dívida.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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