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Bittar diz que Bolsonaro não planejou golpe

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Em pronunciamento nesta terça-feira (26), o senador Marcio Bittar (União-AC) afirmou que a tentativa de golpe de Estado que teria sido articulada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados é na verdade uma narrativa criada por políticos de esquerda. Segundo Bittar, o ex-presidente incomoda a esquerda e está sendo perseguido para que saia da vida pública. Bolsonaro e integrantes de seu governo (2019-2022) foram indicados pela Polícia Federal na semana passada sob a acusação de tentativa de golpe de Estado.

— O presidente Bolsonaro já foi acusado de importunar baleia e de tentativa de golpe com senhoras de Bíblia na mão, com estilingues e batom, que foram as armas encontradas no dia 8 de janeiro [de 2023], e, agora, do golpe de 5ª série, com homens de preto — cinco pessoas —, frustrado pela ausência de táxi. E [a acusação] ainda inocenta o presidente Bolsonaro, na medida em que, dentre as gravações soltas, escolhidas para serem soltas, aparece uma em que um deles diz que sugeriram ao presidente trocar um ministro, e ele disse: “Não, não farei isso, porque vão dizer que eu estou fazendo isso para dar um golpe”. Quer dizer, a própria narrativa do golpe, dentro do golpe, é que se supunha, inclusive, tirar o próprio presidente Bolsonaro.

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8 de janeiro

Marcio Bittar também criticou o posicionamento de políticos de esquerda contra a anistia aos presos pela invasão das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

— Eu acho incrível quando eu escuto parlamentares do PT, do PCdoB, da esquerda de forma geral, falarem de democracia. A hipocrisia não tem limite. Eles foram anistiados, mas tudo o que não querem é que o Congresso Nacional exerça o seu papel e o seu direito de fazer outra anistia, porque esta não será a primeira. Em 18 de abril de 1945, o Decreto-Lei de Anistia foi assinado por Getúlio Vargas, permitindo a libertação dos últimos 600 presos políticos da ditadura do Estado Novo. (…) Em 28 de agosto de 1979, o presidente Figueiredo sanciona uma lei e, com isso, políticos e intelectuais exilados puderam voltar ao país, e profissionais puderam reaver seus postos de trabalho. A anistia beneficiou imediatamente 100 presos políticos, 150 banidos, e cerca de 2 mil brasileiros puderam voltar ao país. (…) Essas pessoas pegaram em armas para subverter e tomar o Estado brasileiro numa revolução de esquerda comunista.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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