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Kajuru diz que tentativa de golpe deixou Brasil “à beira da ruptura”

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O senador Jorge Kajuru (PSB-GO) destacou, em pronunciamento nesta terça-feira (26), o indiciamento pela Polícia Federal do ex-presidente Jair Bolsonaro, de integrantes do seu governo de sete generais do Exército e de outros 18 militares por tentativa de golpe de Estado. Segundo o parlamentar, fatos ocorridos durante todo o governo Bolsonaro (2019-2023), mostram que o Brasil esteve “à beira de uma ruptura”. 

— As comemorações de Sete de Setembro com ameaças a juízes da Suprema Corte, a estapafúrdia reunião ministerial, a renúncia conjunta dos comandantes das Forças Armadas, os sucessivos ataques ao sistema eleitoral, os acampamentos em frente aos quartéis depois da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, a não transmissão do cargo pelo então presidente e o vandalismo em Brasília no 8 de janeiro de 2023. Vistos retrospectivamente, não foram fatos isolados. As investigações da Polícia Federal mostram que eram partes de um todo, e o quebra-cabeça está praticamente concluído.

Kajuru afirmou que o indiciamento de militares é um fato inédito na história do país, que já passou por diversas interrupções na democracia desde 1889. O senador ressaltou que cabe ao Ministério Público e ao Poder Judiciário processar e julgar os acusados dentro de um processo democrático, com ampla defesa e contraditório garantido.

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— Mais importante ainda é a necessidade de o país solidificar mecanismos institucionais para separar Forças Armadas e política. Há nesta Casa uma proposta de emenda constitucional com esse objetivo, de que fui, inclusive, o relator [PEC 42/2023, que dificulta as condições de elegibilidade para militares]. Para que a nossa democracia seja duradoura, chegou a hora de o Brasil estabelecer definitivamente que não pode haver condescendência com golpistas, sejam civis ou militares. Cadeia neles.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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