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CDD fará audiência sobre apoio e rejeição da extrema-direita na América do Sul

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Nesta terça-feira (12), a Comissão de Defesa da Democracia (CDD) aprovou o requerimento (REQ 8/2024 – CDD) para a realização de uma audiência pública com o objetivo de debater os impactos políticos da ascensão da extrema-direita no Brasil, Chile e Argentina. A proposta, apresentada pela presidente da comissão, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), prevê a realização do evento ainda em 2024, em formato híbrido, permitindo a participação tanto presencial quanto virtual de especialistas e representantes internacionais.

Entre os convidados sugeridos para o debate estão Talita Tanscheit, coautora do relatório “Apoio e Rejeição à Extrema-Direita”; Cristóbal Rovira Kaltwasser, especialista em política comparada e também coautor do relatório; Rogério Sottili, diretor-executivo do Instituto Vladimir Herzog; e Jan Souverein, representante da Fundação Friedrich Ebert Brasil (FES Brasil).

De acordo com o requerimento, a ascensão da extrema-direita tem sido uma preocupação global, afetando tanto democracias jovens quanto estabelecidas. Segundo a senadora, o debate busca analisar as características desses movimentos e suas implicações nas instituições democráticas desses três países latino-americanos. Para ela, a audiência pública também visa promover o intercâmbio de práticas e políticas que reforcem a proteção dos direitos humanos e das instituições democráticas na região.

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“A audiência se insere em um esforço internacional contínuo de articulação contra movimentos antidemocráticos, impulsionado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou os eventos de 8 de janeiro de 2023 no Brasil”, afirmou Eliziane.

A proposta também menciona ações recentes de cooperação entre parlamentares brasileiros e estrangeiros, como as missões realizadas nos Estados Unidos e no Chile em 2024.

Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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