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Laércio defende relatório sobre programa de aceleração da transição energética

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O senador Laércio Oliveira (PP-SE) defendeu, em pronunciamento nesta quarta-feira (30), relatório apresentado por ele ao projeto que institui o programa de aceleração da transição energética (Paten). O PL 327/2021 está tramitando na Comissão de Infraestrutura (CI). Segundo Laércio, o parecer é resultado de muita discussão, o que o levou a acrescentar no texto um capítulo sobre gás natural, devido ao potencial que o combustível tem a oferecer para o Brasil.

Laércio afirmou que um dos objetivos da proposta é promover a desconcentração de mercado do gás, em sintonia com a Lei do Gás (Lei 14.134, de 2021), visando estabelecer um programa de redução de concentração que vai ampliar a competição do setor e reduzir os preços.

— Não é possível aceitar que a Petrobras, visando exercer o domínio total do mercado, compre gás natural de muitos produtores nacionais e também seja o grande agente importador do gás da Bolívia. Ainda mais estarrecedor é o fato de a estatal deliberadamente reinjetar, de forma desnecessária, grandes volumes de gás que poderiam ser escoados e ofertados ao mercado, bem como postergar indefinidamente a implantação de novos projetos, como o Projeto Sergipe Águas Profundas, que poderia trazer a autossuficiência nacional de gás natural, promovendo um choque de oferta e o aumento da competitividade para a indústria brasileira.

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O parlamentar também criticou pronunciamento feito pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE) na terça-feira (29) com críticas ao relatório. Segundo Laércio, Rogério afirmou que, se houver aprovação de medida de desconcentração de mercado, a Petrobras não vai voltar para Sergipe.

— O recado trazido, na realidade, é uma afronta ao Poder Legislativo, soando como uma ameaça ao país e uma chantagem com o estado de Sergipe. Não podemos aceitar esse tipo de tentativa de intimidação. […] Aquilo de que o colega talvez não tenha conhecimento é que as propostas que apresentei no relatório foram discutidas com o Ministério de Minas e Energia e a sua equipe, que entendem a necessidade de promover uma redução no preço do gás no Brasil, e que o projeto está alinhado com um programa do governo federal, o programa chamado Gás para Empregar, recentemente instituído por decreto do governo — disse Laércio.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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