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Embaixador da Suíça destaca superpotência do agronegócio mato-grossense e defende parceria: “temos os mesmos objetivos”

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O embaixador da Suíça no Brasil, Pietro Lazzeri, destacou a superpotência do agronegócio mato-grossense para a produção de alimentos para o país e o mundo, e defendeu parceria entre o Estado e o país europeu para intercâmbio de conhecimento e tecnologia.

O representante suíço foi recebido pelo vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, na manhã desta segunda-feira (31.07), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.

Lazzeri apontou que a Suíça é o país mais tecnológico e inovador do mundo e afirmou que estão interessados na troca de conhecimento visando áreas como a economia verde, educação e inovação.

“Podemos ter uma parceria muito significativa, considerando que Mato Grosso é essa superpotência do agronegócio e a Suíça é o país mais inovador do mundo. Temos tecnologia que podemos integrar ao sistema econômico de Mato Grosso, que já é muito desenvolvido, considerando que os esforços do Estado e os da Suíça têm os mesmos objetivos. É uma parceria em que todos ganham”, afirmou o embaixador.

O vice-governador Otaviano Pivetta considerou a agenda positiva e avaliou que Mato Grosso tem atraído olhares estrangeiros sobretudo pela forte pauta ambiental defendida pelo Estado. Ele lembrou que Mato Grosso é o Estado que mais produz e preserva no Brasil, tendo 62% do seu território preservado.

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“Para nós foi uma honra receber o embaixador desse país que é referência em tecnologia e conhecimento. A Suíça reconhece e entende a responsabilidade socioambiental da nossa produção. E, em Mato Grosso, temos uma sociedade jovem e somos muito bons no agronegócio, mas ainda temos que desenvolver melhor nossas outras potencialidades, então é muito importante uma parceria nesse sentido”, disse.

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Cesar Miranda, a reunião foi o primeiro passo para estreitar ainda mais os laços entre Mato Grosso e o país europeu, com vistas ao intercâmbio de tecnologias.

“Esse encontro mostra a importância de Mato Grosso, que está no radar de todos os países desenvolvidos do mundo. A Suíça é um grande gerador de tecnologia e precisamos muito investir nessa área para nos tornarmos a maior produção sustentável do mundo”, acrescentou.

O encontro também foi acompanhado pela CEO da Swissnex Brazil, Malin Borg. A organização é a agência de Educação, Pesquisa e Inovação da Suíça responsável por conectar projetos, parceiros e iniciativas para o desenvolvimento dessas áreas de interesse.

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“O Brasil tem vastas oportunidades para nossos pesquisadores e empreendedores. Na Suíça focamos muito na área da bioeconomia e no futuro dos alimentos e por isso estamos em Mato Grosso hoje. Acreditamos que temos potencial para resolver dilemas que a indústria ou a academia não conseguem resolver sozinhas e por isso parcerias são muito importantes para nós”, comentou.

A CEO ainda apontou que a Swissnex já possui algumas parcerias individuais em Mato Grosso para o fortalecimento de tecnologias e pesquisa, como com o Sesc Pantanal e com a Federação das Indústrias (Fiemt).

A reunião foi acompanhada pela coordenadora do Núcleo de Assessoria Internacional da Casa Civil, Rita Chiletto.

Fonte: Governo MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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