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Justiça Comunitária promove capacitação sobre o papel da Ouvidoria

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Um breve histórico da Ouvidoria do Poder Judiciário de Mato Grosso, assim como seu funcionamento e o papel da Ouvidoria da Mulher e também a dos Cartórios, farão parte do capacitação continuada que será ofertada na próxima quinta-feira (22 de setembro) pela Justiça Comunitária. Ofertado de maneira on-line, o webinário ocorrerá das 19h às 21h.
 
O objetivo, explica o juiz José Antonio Bezerra Filho, coordenador da Justiça Comunitária, é divulgar quais são os serviços prestados pela Ouvidoria no Tribunal de Justiça e estreitar o relacionamento do Poder Judiciário com a sociedade.
 
“Com o intuito de divulgar esse canal de comunicação, faz-se necessário repassar qual é o papel da Ouvidoria e quais são os serviços que estão à disposição da população, visando que esta tenha acesso à justiça, mantendo, assim, um relacionamento mais estreito com o Poder Judiciário”, observou.
 
A Ouvidoria Judiciária é um órgão que mantém um elo entre o cidadão e o Judiciário, com objetivo de orientar, informar e captar reclamações com relação à prestação jurisdicional, bem como receber diversas manifestações como elogios referentes ao trabalho desenvolvido nas unidades judiciárias, além de colaborar para o seu aprimoramento.
 
As palestrantes serão as servidoras Larissa Shimoya Krahn e Débora Chiodelli, que atuam na Ouvidoria, sendo que a capacitação é voltada a magistrados(as), servidores(as), estagiários(as) e agentes comunitários do Poder Judiciário. A servidora Evanildes de Oliveira atuará como debatedora.
 
 
Outras informações: esmagis@tjmt.jus.br ou (65) 3617-3844.
  
Lígia Saito
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Jovens no DF se unem por tapetes de Corpus Christi e “jejum” de telas

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Enquanto separava areia e tinta para o desenho de um cálice para o tapete de Corpus Christi na Esplanada dos Ministérios, nesta quinta-feira (4), a estudante Vitória Nunes, de 18 anos, diz que, além da fé cristã, a ocasião celebra a amizade real, longe das telas de celular e da inteligência artificial.

“Os encontros ficam mais verdadeiros do que na internet”, afirmou. Vitória é coordenadora do grupo jovem da Paróquia de São José, da comunidade Lúcio Costa, região periférica no Distrito Federal.

“Os jovens descobrem um caminho na doação”, disse. Essa comunidade passou por processos de reintegração de posse, o que tem causado tensão no lugar. Ela conta que, diante de desocupações, mais adolescentes e suas famílias procuraram apoio na igreja.

A estudante do curso técnico em meio ambiente garante que a amizade nos grupos reduz o sentimento de solidão e sintomas de transtornos mentais, como a depressão . “O apoio da família é muito importante para a gente estar aqui.”

O tapete que eles produziam era um dos 27 confeccionados em um corredor de 125 metros de comprimento. Vindos de diferentes regiões da capital, grupos de jovens como o de Vitória chegaram assim que raiou o dia para montar os tradicionais tapetes.

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Desenhos à mão

Além de molhar os dedos de tinta, sal, palha e serragem, adolescentes e jovens adultos faziam rodas, cantavam e dançavam nas proximidades do corredor de tapetes. Nada de celular. Nada de inteligência artificial. Os desenhos feitos todos à mão.

As observações dos jovens vão ao encontro de posicionamento do papa Leão XIV, que publicou uma Carta Encíclica no mês passado, que pede regulamentação da inteligência artificial e alerta para os riscos de desinformação por intermédio dos desenvolvimentos dessas tecnologias.

A publicitária Luiza Helena Teixeira, de 24 anos, participa desde 2019 e teve o seu desenho escolhido para se transformar em tapete pela comunidade do Lúcio Costa. “Foi uma inspiração que eu tive. E é muito bom ver todo mundo trabalhando junto.”

Inclusão

Próximo aos jovens dessa comunidade, um outro grupo periférico, formado por pessoas surdas, e encarregado de tapete de Corpus Christi pedia mais inclusão. Entre eles, estava Márcio da Cruz, de 36 anos, que participa das atividades da pastoral há sete anos. Atualmente, ele está desempregado, mas sonha trabalhar com informática.

Morador de Planaltina (DF), Márcio afirma que a reunião com jovens de sua comunidade deu novo ânimo a sua vida. As expressões dele são traduzidas para a Agência Brasil pela professora Daniele Galeno, de 44 anos, uma das coordenadoras da Pastoral dos Surdos. “Muitos jovens acabam ficando em casa e só no celular. Essas atividades para eles trazem novo ânimo”, afirmou. Inclusive a confecção de tapetes.

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A mãe do rapaz, Vânia Lúcia da Cruz, de 62 anos, que assistia ao filho caçula e a outros jovens confeccionarem o tapete, lamenta que muitos jovens surdos não têm oportunidade no mercado de trabalho formal. “O meu filho sempre teve muito obstáculo com a comunicação. Quando eles se unem, ficam mais felizes, né?”. Vânia tem outros quatro filhos ouvintes.

“A linguagem deles”

Um outro grupo presente, que chegou à Esplanada antes das 7h, foi o Movimento Escalada. A diretora do grupo, a estudante de enfermagem Mariana Abrantes, de 23 anos, destacou que não é simples afastar os mais jovens das telas para que eles se voltem às atividades religiosas, mas que é possível atraí-los e mantê-los “falando a linguagem deles”.

“As amizades têm que ser cultivadas presencialmente e até além da vida no catolicismo. Eles cantam, dançam e se divertem”, garantiu.



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