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Servidores da Saúde de Várzea Grande são capacitados em linguagem de Libras

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Várzea Grande, por meio das secretarias municipais de Saúde e de Educação Cultura Esportes e Lazer, iniciaram o processo de capacitação em Linguagem de Libras, dos profissionais da rede municipal de Saúde. O objetivo é difundir o uso da Língua Brasileira de Sinais entre os servidores e promover a acessibilidade da comunidade surda e muda aos serviços ofertados pela saúde no município.

“É um passo enorme para inclusão das pessoas portadoras de necessidades especiais como surdos e mudos e também para que os profissionais de saúde, sejam eles médicos, enfermeiros, auxiliares entre outros poderem prestar um atendimento melhor, mais eficiente e principalmente resolutivo para a população”, disse o prefeito Kalil Baracat, ressaltando os esforços feitos por sua administração para torna-la inclusiva para todos.

A capacitação é gratuita para os servidores municipais e não têm custo extra para o Poder Público de Várzea Grande uma vez que as aulas são ministradas por educadores da Rede Municipal de Ensino, às quartas e quintas-feiras, com previsão de conclusão no mês de julho.

Neste primeiro momento, a qualificação alcançará cerca de 80 profissionais das diversas áreas da saúde como técnicos de enfermagem, atendentes, entre outros, para facilitar a comunicação entre os usuários surdos/mudos e os profissionais da Saúde. Porém outros servidores públicos já se inscreveram para a formação de novas turmas.

Segundo o secretário de Saúde, Gonçalo de Barros, a administração buscou a parceria com a Secretaria de Educação pela praticidade, economia e, para que o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde em Várzea Grande seja feito da melhor maneira possível, principalmente, no quesito inclusão social. “Essa capacitação é importante para garantir a acessibilidade dos usuários deficientes auditivos, pois prepara nossos profissionais para ofertarem um atendimento mais humanizado, digno e de qualidade”, destaca.

“Durante as aulas estão sendo trabalhados, o alfabeto, o manual de Libras, os numerais, linguagem técnica da saúde, entre outros elementos para consolidar a capacitação dos profissionais de forma que eles possam ofertar um acolhimento mais humano à comunidade surda nas unidades de saúde do município”, explica a superintendente de Gestão em Saúde, Lucélia Cristina de Lima Lopes.

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Nos encontros são abordadas ainda questões como legislação referente ao tema, cultura e identidade das pessoas com surdez. Dentro da programação e metodologia didática, os alunos devem contribuir com a capacitação, participando de simulações do atendimento com o profissional.

Para Lucélia, o curso propicia um acolhimento diferenciado ao paciente. “Achei brilhante essa iniciativa, pois além de possibilitar a inclusão, promove a superação de barreiras de comunicação com esses pacientes. O curso traz trouxe um olhar mais sensível para o tema”, avalia.

A experiência da capacitação tem sido gratificante para o gerente da Estratégia de Saúde da Família do bairro Souza Lima, Luzinaldo do Carmo Araújo, “é incrível, hoje eu me coloco no lugar dessas pessoas maravilhosas que são os surdos e vejo a importância de aprender a se comunicar com eles que às vezes são até deixados de lados. Estou gostando muito e com a graça de Deus vou me profissionalizar nessa área, pois vejo a necessidade de mais profissionais se engajarem nesse projeto”.

Arlindo Sebastião da Silva, motorista lotado na Secretaria de Saúde pontuou que é um privilégio estar aprendendo libras e poder se comunicar com pessoas surdas ou mudas, “muitas vezes já encontrei pessoas com essas deficiências no trabalho e não consegui entendê-los. creio que essas pessoas se sentem desprezadas por nós não sabermos nos comunicar ou entender eles. É um dos projetos mais fantásticos, uma grande oportunidade não só como profissional, mas também como pessoa”.

A auxiliar-administrativo da Policlínica do Parque do Lago, Hyllare Camila Alves Neves, destaca a importância do conhecimento e da identificação correta dos sinais linguísticos em libras, “principalmente acerca de sinais, sintomas e doenças em saúde de pessoas com surdez a fim de facilitar a comunicação e melhorar a prestação de cuidados em saúde, em especial na consulta de enfermagem”.

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Para Naila Isabel, enfermeira na Unidade de Pronto Atendimento do bairro Cristo Rei, revela que o curso veio em boa hora pois na unidade onde trabalha deficientes auditivos buscam o serviço de saúde pública. “Quando eles chegam temos muita dificuldade em entender o que eles querem dizer. Já comecei a aprender e estou gostando muito”.

A enfermeira do Caps AD, Joana D’Arc, pontua que o curso de Libras é um grande avanço, pois nos 14 anos que atua na área de Saúde, já precisou se comunicar com deficientes auditivos “e agora poderei oferecer um atendimento completo. Estou feliz pela oportunidade”.

O OUTRO LADO – Priscilla Lopes Ferreira, de 33 anos, é cuiabana e moradora de Várzea Grande. Nasceu surda e revela que se sente excluída ao buscar atendimento em qualquer área e não é compreendida. Através da tradutora de Libras, Helen Patrícia da Silva Campos, revela que faltam cartazes informativos em braile para que a comunidade surda tenha informações, sente grande dificuldade de descrever aos atendentes de enfermagem e médicos os sintomas quando procura unidades de saúde, ou mesmo em dizer o nome ou ser chamada para atendimento.
“A Priscila muitas vezes tem que escrever em um papel seu nome e o que está sentindo para se fazer entender. Ela fica muito feliz que os profissionais de saúde busquem essa qualificação, significa inclusão social para a comunidade surda”, pontua a tradutora Helen.

Atualmente a secretaria de Educação do município possui seis professores que ministram o curso de Libras, sendo um deles surdo. A rede municipal de ensino atende também a 20 crianças surdas matriculadas nas escolas no ensino fundamental.

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Campanha arrecada doações para velório de professor encontrado morto em Várzea Grande

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Familiares e amigos do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, iniciaram uma campanha solidária para custear as despesas com o velório e o sepultamento do jovem, encontrado morto na quinta-feira (8), em uma área de brejo no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande.

A mobilização é organizada pelo Centro Acadêmico de Pedagogia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), onde Breno concluiu sua formação no início deste ano.

As doações podem ser feitas por Pix, em qualquer valor, pela chave (65) 99350-2711, em nome de Rafaela Aparecida H. de Moraes, irmã do professor e de seu irmão gêmeo, Bruno.

Até a manhã desta sexta-feira (9), o horário e o local do velório e do sepultamento ainda não haviam sido divulgados pela família.

Breno estava desaparecido desde a noite de 26 de setembro, quando saiu de casa na região da Capela do Piçarrão, em Várzea Grande. Após 11 dias de buscas, o corpo foi localizado pela polícia em uma área de difícil acesso.

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Um homem de 26 anos, investigado por possível envolvimento no caso, foi preso temporariamente na região do Manso. A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), segue investigando as circunstâncias da morte. A possível motivação passional ainda depende de confirmação oficial.

Como ajudar: as contribuições podem ser enviadas via Pix para (65) 99350-2711, em nome de Rafaela Aparecida H. de Moraes.

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