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A Urgência da Vida

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Arquivamos um procedimento administrativo. Foi aberto para apurar situação de vulnerabilidade de uma senhora idosa.

Recebemos uma mensagem via aplicativo WhatsApp, relatando que uma idosa, com 79 (setenta e nove) anos, residente na Rua Sem Nome, na cidade Nenhuma, que possuía dois filhos adultos, casados, e netos, residentes em outra cidade Anominada, encontrava-se vivendo sozinha, sem cuidados e que não possuía condições físicas e psicológicas para continuar vivendo solitária.

O arquivamento não foi consequência da resolução da situação ou porque não havia nenhuma situação de vulnerabilidade. Ela faleceu, desviveu … partiu.

Um dos filhos nos disse que a morte foi “típica da idade”. A sobrinha ligou informando que sua tia morreu de “desgosto”.

A brutalidade dessa perda absoluta, desse nunca mais, me fez lembrar que temos muitas cosias escondidas que precisamos escancarar. E com urgência, já que o tempo foge sem parar. E Ricardo Reis lembra que o tempo passa e não nos diz nada.

Em nossas casas, o estigma da velhice está no isolamento, no abandono e na negligência, por ação ou omissão, da sociedade, do Estado e principalmente da família.

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É irônico como os lugares familiares que achávamos sólidos, que nos davam a impressão de eternos, podem ruir, vir a desmanchar.

Temos uma velhice encoberta, às escondidas, renegada à invisibilidade. Uma velhice isolada dentro das casas, solitária, incógnita, que não nos damos conta, que temos dificuldade de proclamar.

Eu a vi no “pra sempre” do falecimento dessa Senhora. Fez-me encontrar. A eternidade pode ser a memória que pegamos dos outros.

Se conseguíssemos dar visibilidade à velhice, ao sentido social dos velhos. Se escutássemos o velho que está dentro de nós, que nos habita; o pai, a mãe, a avó, o avô, amigos e amigas, o senhor(a) da fila do banco, do caixa, o vizinho idoso. Ah! Se, pelo menos, ouvíssemos os livros antigos, os móveis antigos, os segredos antigos.

Ouvi de Rubem Alves que o melhor seria se percebêssemos que o objetivo da vida não é ser útil. Útil é martelo, serrote, vassoura, fio dental, escova de dente. As coisas úteis, quando velhas, ficam inúteis. As pessoas são cheias de eternicidades.

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 *Emanuel Filartiga é promotor de Justiça em Mato Grosso.

Fonte: MP MT

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Coronel Roveri destaca investimentos e redução de crimes durante passagem pela Sesp-MT

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O coronel César Roveri voltou a destacar, nas redes sociais, ações e resultados relacionados ao período em que esteve à frente da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT).

Em uma publicação no Instagram, Roveri reuniu registros de iniciativas desenvolvidas durante sua gestão e mencionou investimentos no fortalecimento das forças de segurança, uso de tecnologia, integração entre as instituições e estratégias de enfrentamento à criminalidade.

Entre as ações citadas está o programa Vigia Mais MT, que ampliou o uso de câmeras de monitoramento em municípios do Estado. A tecnologia passou a ser utilizada como ferramenta de apoio às forças policiais, além de auxiliar em operações e no monitoramento de áreas estratégicas.

Dados divulgados pela Segurança Pública também apontaram redução em determinados indicadores criminais no período. Em 2024, os roubos de veículos em Mato Grosso registraram queda de 28% em relação ao ano anterior. Os furtos de veículos também apresentaram redução no mesmo intervalo.

Roveri também mencionou investimentos em equipamentos, tecnologia e efetivo como parte das medidas adotadas para reforçar a estrutura da segurança pública estadual.

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Cenário eleitoral

A publicação ocorre em meio à movimentação política do coronel, que é cotado para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.

Apesar do contexto eleitoral, a publicação analisada concentra-se na divulgação de ações e resultados atribuídos ao período em que Roveri comandou a Sesp-MT.

As informações sobre indicadores criminais e resultados apresentados na reportagem têm como base dados divulgados por órgãos públicos e informações atribuídas ao próprio coronel.

A legislação eleitoral estabelece regras para a divulgação de conteúdos relacionados a candidatos e pré-candidatos. A propaganda eleitoral na internet será permitida a partir de 16 de agosto, conforme o calendário das Eleições 2026. Até o início do período permitido, conteúdos jornalísticos devem manter caráter informativo, sem pedido explícito de votos ou elementos que possam caracterizar propaganda eleitoral antecipada.

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