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Mourão lamenta polarização política e defende papel das instituições

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O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) fez um pronunciamento nesta terça-feira (22), no Plenário do Senado, alertando para os riscos da crescente polarização política no país e cobrando maior respeito às instituições. O parlamentar criticou o que classificou como “ódio institucionalizado” e ressaltou a necessidade de resgatar valores como o pluralismo, o respeito à lei e a convivência democrática.

— Não é a divergência, não é a discordância, não é o dissenso — que são essenciais em uma democracia — que estão incapacitando a sociedade brasileira de enfrentar seus grandes problemas, mas, sim, repito, pura e simplesmente, o ódio institucionalizado, o revanchismo, a vingança, que não têm como levar situação alguma a bom termo — afirmou.

Mourão apontou falhas do governo federal no controle fiscal e criticou o desmonte da Operação Lava Jato. Também mencionou a crescente influência do crime organizado e o que considera uma degradação do papel da imprensa na mediação do debate público. Para ele, a superação da crise institucional passa pelo fortalecimento das instituições democráticas e pelo compromisso com a legalidade.

Exército brasileiro

O senador destacou ainda a importância das Forças Armadas, com ênfase no Exército Brasileiro, que celebrou os 377 anos da Batalha dos Guararapes no último dia 19 de abril. Segundo Mourão, o Exército tem atuado em defesa da soberania e da paz, mesmo diante da incompreensão e da desvalorização por parte do governo e de setores da sociedade.

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— O nosso ethos de soldado é, antes de tudo, patriota, legalista e apartidário, pois nos atemos enfaticamente à nossa destinação constitucional — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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