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Cleitinho nega golpe e defende Bolsonaro

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Em discurso no Plenário nesta quarta-feira (26), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) negou que tenha havido tentativa de golpe de Estado patrocinado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador disse que muito político tem que “lavar a boca” para falar do ex-presidente.

— Se Deus descer do céu e abrir a capivara de cada político desse Brasil aqui, muitos nem vão virar réu e vão direto para o inferno — declarou.

Cleitinho também fez críticas ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, lembrando casos de denúncias de irregularidades em seus governos e defendeu prisão perpétua para quem desvia dinheiro público. Para o senador, o julgamento de Bolsonaro não foi justo pelo fato de alguns ministros do STF terem sido indicados pelo atual presidente.

— Foi um julgamento político. Uma palhaçada que virou esse país! Se prender Bolsonaro, vai parar o Brasil — registrou.

O senador ainda criticou algumas penas impostas pelo Supremo aos condenados pelos crimes que culminaram nas depredações do dia 8 de janeiro de 2023. Ele disse que outros condenados por corrupção conseguem em pouco tempo se livrar da cadeia.

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— Temos uma Justiça imunda neste país!

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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