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Nininho diz que faltou mulher preparada para compor chapa

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O deputado estadual Ondanir Bortolini, o Nininho (Republicanos), afirmou que o grupo político liderado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não encontrou um nome feminino com viabilidade política para compor a chapa ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. A declaração foi dada nesta terça-feira (5), durante a convenção do Republicanos, em Cuiabá.

A fala ocorre após meses de articulações em que aliados de Pivetta defendiam que a vaga de vice-governador seria ocupada por uma mulher. Entre os nomes cogitados nos bastidores esteve o da deputada estadual Janaina Riva (MDB). No entanto, a escolha recaiu sobre o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil).

Questionado sobre a mudança de estratégia, Nininho afirmou que a decisão foi motivada pela ausência de um nome feminino que reunisse as condições políticas necessárias para integrar a chapa.

“Seria ótimo uma mulher, mas não é somente pegar uma mulher. Cadê a intensidade? Cadê a negociação com partido político para apresentar? Infelizmente, eu acho que as mulheres têm, sim, que participar mais da política, porque nós não tínhamos nenhum nome preparado à altura para ser apresentado nesse momento.”

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Segundo o parlamentar, a definição priorizou um nome capaz de ampliar a base de apoio político e fortalecer o projeto eleitoral do grupo governista.

“Isso fez com que nós optássemos por alguém que tivesse uma aceitação política, avalizado por mais de 120 prefeitos. Então é natural que a equipe adotasse esse nome, que é o melhor para nossa chapa.”

 

A declaração repercutiu no meio político e motivou manifestações de lideranças femininas, entre elas a vereadora por Cuiabá, Michele Alencar, que contestou a afirmação de que não havia mulheres preparadas para ocupar a vaga de vice-governadora.

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Mauro Mendes admite desgaste com Max Russi, mas mantém diálogo aberto

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O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) reconheceu que a possibilidade de o presidente estadual do Podemos, deputado Max Russi, lançar uma candidatura própria ao Governo de Mato Grosso provocou desgaste nas articulações da base governista. A declaração foi feita nesta terça-feira (4), durante a convenção do Republicanos, em Cuiabá.

Segundo Mauro, Max Russi é uma das principais lideranças políticas do Estado e teve liberdade para dialogar com diferentes grupos durante o processo de construção da chapa majoritária. No entanto, afirmou que a possibilidade de uma candidatura independente acabou criando dificuldades nas negociações.

“O deputado Max é uma das lideranças emergentes aqui no Estado de Mato Grosso. Ninguém tem como negar isso. Ele dialogou com vários lados, e isso é natural. Entretanto, de última hora, ele considerou lançar um candidato, e isso acabou gerando alguns constrangimentos.”, declarou.

Após a repercussão da fala, Mauro foi questionado sobre o uso da palavra “ameaça” e esclareceu que lançar uma candidatura própria é um direito legítimo de qualquer partido político.

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“Se eu não disser ameaça… Eles consideraram a possibilidade. Isso não é ameaça. Lançar uma candidatura não é uma ameaça, é uma prerrogativa que cada partido tem e pode simplesmente fazer.”, explicou.

Apesar do episódio, o ex-governador afirmou que o diálogo entre os partidos continua e demonstrou confiança em uma possível composição até o encerramento do prazo legal para o registro das convenções.

“É normal que, de última hora, haja esses conflitos e divergências. Mas é natural também que o diálogo continue acontecendo até o último segundo. Nós temos até amanhã para entregar a ata ao TRE e, até lá, dentro do prazo legal, poderemos ter alguns diálogos e algumas mudanças nos cenários atuais.”, concluiu.

A declaração reforça que, mesmo com a definição das principais candidaturas, as articulações políticas seguem intensas nos bastidores e novas composições ainda podem ocorrer antes da oficialização definitiva das chapas junto à Justiça Eleitoral.

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