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Lucas Barreto critica proposta do ICMBio e alerta para seu impacto no Amapá

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Durante pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (23), o senador Lucas Barreto (PSD-AP) criticou a proposta do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) de criar quatro reservas extrativistas marinhas no litoral do Amapá. A medida pode abranger toda a faixa costeira entre Oiapoque e Macapá, incluindo a única praia marinha do estado, limitando o uso do território para atividades de pesca, agricultura e exploração de petróleo. Segundo ele, a medida afetará diretamente a economia do estado, que enfrenta altos índices de pobreza. 

— A proposta do ICMBio é de uma crueldade política sem precedentes, a ponto de não deixar espaço nem para uma simples agulha passar do mar para o território continental do Amapá. Com essa proposta, todos os limites fluviomarinhos, desde a cidade de Oiapoque até as proximidades da Zona Metropolitana de Macapá, na margem esquerda do Rio Amazonas, transformar-se-ão em uma única unidade de conservação com quatro denominações. Mas que, efetivamente, bloqueará qualquer atividade econômica que possa promover a geração de energia, insumos agrícolas e serviços logísticos — disse. 

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Lucas Barreto também criticou o fato de os decretos que criam as reservas estarem previstos para serem anunciados durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), em Belém (PA). Ele questionou por que novas unidades de conservação não estão sendo implantadas no próprio estado que sediará o evento. O senador afirmou que o Amapá já presta apoio social ao Pará, especialmente ao Arquipélago do Marajó, e que a proposta do ICMBio comprometerá atividades econômicas essenciais para a região.

—  Lamento também que, na cronologia dos eventos, apresentada pelo ICMBio em sua publicação “Síntese de Estudos Técnicos”, se mencione que, em outubro de 2024, o apoio do governo do Amapá, o apoio do governo do meu estado, foi crucial para a viabilização dessa proposta, e que, em fevereiro de 2025, o ICMBio ressalte a importância das “Reuniões de nivelamento com o governo do Amapá e com os institutos Iepé e Rare”. Resisto a acreditar que o governo, o atual governo, esteja de fato conspirando contra a exploração dos nossos recursos de petróleo e gás —  afirmou.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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