POLITÍCA NACIONAL
Kajuru critica a política de armamento no Brasil
POLITÍCA NACIONAL
O senador Jorge Kajuru (PSB-GO), em pronunciamento nesta quarta-feira (30), questionou os critérios para a posse de armas de fogo em vigor no Brasil. Ele destacou o caso ocorrido na semana passada em Novo Hamburgo (RS), quando o caminhoneiro Edson Fernando Crippa matou quatro pessoas, incluindo o pai e o irmão, e feriu outras oito com uma arma legalizada. Ele foi morto pela polícia após cerco à sua casa.
Crippa tem diagnóstico de esquizofrenia e histórico de quatro internações psiquiátricas. Em 2020, ele obteve uma licença de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), que permite o porte de armas e a prática de tiro esportivo, e tinha quatro armas de fogo. Kajuru apontou o ocorrido como uma “falha grave na fiscalização” e expressou preocupação com a possibilidade de outros casos similares pelo país.
— Já passou da hora de o Brasil reduzir o arsenal em poder dos colecionadores, atiradores desportivos e caçadores. Apesar da suspensão de novos registros pelo governo Lula, estima-se que mais de um milhão de armas estariam em mãos de atiradores amadores, por causa da política que vigorou na administração desastrosa anterior. Não tenho nada contra aqueles que são, de fato, CACs. Porém, volta e meia, o noticiário registra apreensões com traficantes ou milicianos de armas compradas ou por colecionadores ou por atiradores desportivos — alertou.
Kajuru enfatizou que, embora o governo atual tenha suspendido novos registros para CACs, há um número alarmante de armas em circulação. Segundo ele, furtos e roubos de armas legalizadas por CACs triplicaram nos últimos seis anos, com o número de ocorrências mensais subindo de 62, em 2018, para mais de 180 em 2024. Os números foram compilados pelo Exército.
— O Tribunal de Contas da União, em fiscalização sobre a gestão de armas entre 2019 e 2022, constatou situações esdrúxulas. Pessoas com processos de execução penal em andamento conseguiram registro. Indivíduos com mandados de prisão decretados foram autorizados a adquirir armas de fogo. Até brasileiros declarados mortos adquiriram munições para armas registradas em nome de CACs. Sabe-se que uma nova política para os CACs está em gestação no governo, com provável mudança na responsabilidade pelo registro e fiscalização, que passaria do Exército para a Polícia Federal. É algo, para mim, significativo. Porém, se não for criada uma estrutura adequada, o que certamente não existe hoje, a mudança de nada adiantará — disse.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência
O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.
Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.
Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.
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