POLITÍCA NACIONAL
Deputados da oposição criticam julgamento de Bolsonaro; governistas elogiam “dia histórico”
POLITÍCA NACIONAL
Deputados oposicionistas criticaram o julgamento da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de Estado em 2022. Já parlamentares governistas elogiaram o início do processo, que consideraram um “dia histórico”.
A 1ª Turma rejeitou os pedidos das defesas dos acusados e validou a delação de Mauro Cid, ex-ajudande-de-ordens de Bolsonaro. Foram negados cinco pedidos preliminares, quatro deles por unanimidade. Amanhã será julgado o mérito da denúncia, quando então será decidido se os acusados se tornarão réus.
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) questionou a isenção dos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin de julgarem o ex-presidente. “Temos ministros impedidos e suspeitos que nem sequer poderiam estar julgando Bolsonaro e os outros acusados”, disse. Esse questionamento também foi apresentado pela defesa dos acusados, mas foi rejeitado pelos ministros.
A deputada Bia Kicis (PL-DF), vice-líder da Minoria e da Oposição, afirmou que o julgamento é baseado em uma delação “arrancada a fórceps” do tenente-coronel Mauro Cid. “Fez mais de oito delações, sempre desdizendo o que havia dito”, afirmou.
O deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) afirmou que a lei não é desculpa para injustiça em nenhuma hipótese. Segundo ele, a postura firme do ex-presidente Jair Bolsonaro ao acompanhar seu julgamento no STF mostra que ele “não tem medo e nenhuma culpa”.
Dois pesos e duas medidas
Para o deputado Alberto Fraga (PL-DF), a Justiça brasileira está adotando dois pesos e duas medidas no julgamento dos réus do episódio de 8 de janeiro de 2023. Ele citou o caso de Débora Rodrigues dos Santos, acusada de participar dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e de pichar a frase “Perdeu, mané” na estátua A Justiça, localizada em frente à sede do Supremo, na Praça dos Três Poderes. Outros deputados também citaram esse caso em comparação com condenações de estupro e assassinato com penas menores.
Segundo o deputado Tadeu Veneri (PT-PR), não é porque pichou uma estátua que pode ser condenada. “É porque ela esteve acampada nos quartéis, pregou o golpe e falou que queria derrubar o governo”, disse. Veneri afirmou que ela já poderá progredir para o regime semi-aberto no final de 2025. “Daqui a seis meses a um ano estará solta e espero que tenha aprendido”, afirmou.
O deputado Airton Faleiro (PT-PA) afirmou que todas as atenções do dia estão no julgamento do STF. “Não imagino outro resultado que não seja tornar o ex-presidente réu e todo o seu time”, disse.
Democracia
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) afirmou que a democracia brasileira se fortalece com o julgamento de Bolsonaro. “A democracia não é algo que se possa vestir hoje e jogar fora amanhã. Os que tentaram golpe não são dignos do nosso respeito, mas receberão hoje o tratamento que devem”, disse.
Para o deputado Luiz Couto (PT-PB), o relatório da Procuradoria-Geral da República contra o ex-presidente e demais acusados é “a prova de uma traição” contra o Estado Democrático de Direito. “Não venham chorar perseguição quando as provas estão todas registradas em documentos, gravações, mensagens e depoimentos”, disse.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência
O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.
Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.
Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.
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