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Comissão debate a garantia de direitos nos territórios e os impactos da crise climática

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A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados debate nesta terça-feira (26) a garantia de direitos nos territórios e os impactos da crise climática. O debate foi pedido pela deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) e vai ser realizado a partir das 13 horas, no plenário 12.

A deputada lembra que o planeta tem enfrentado uma série de eventos climáticos extremos, que causam consequências irreversíveis a seus ecossistemas, como aumento do nível do mar, acidificação de oceanos e intensificação de fenômenos como secas e desertificação de áreas atualmente vegetadas.

“Esta crise escancara e intensifica as desigualdades sociais, raciais e de gênero existentes, criando abismos de extrema marginalização”, afirma. Célia Xakriabá cita que, conforme o Painel Intergovernamental de Mudança Climática, os mais vulneráveis sofreram na última década 15 vezes mais os efeitos da crise climática, e esse cenário será ainda pior na década atual.

“No Brasil, a vasta diversidade geográfica e socioeconômica implica que os impactos climáticos sejam desigualmente distribuídos, afetando desproporcionalmente comunidades já marginalizadas”, avalia.

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Para ela, a audiência pública é necessária para discutir estratégias, soluções e ações que possam melhorar o entendimento e sensibilizar a população sobre o tema.

Da Redação – RL

Fonte: Câmara dos Deputados

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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