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CI vai debater a modernização do marco regulatório da mineração

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A Comissão de Infraestrutura (CI) vai debater nesta quinta-feira (21), a partir das 9 horas, a modernização e a sustentabilidade da mineração no Brasil. Os requerimentos (REQ 91/2024 – CI, REQ 98/2024 – CI e REQ 106/2024 – CI) para discutir o marco regulatório do setor foram apresentados pelos senadores Confúcio Moura (MDB-RO) e Jorge Kajuru (PSB-GO).

Além da modernização e sustentabilidade, os parlamentares pretendem analisar questões como a revisão de regimes de concessão de exploração mineral, os impactos socioambientais e a proteção de comunidades afetadas e a adequação das normas à realidade econômica e social atual. 

“O setor mineral desempenha um papel estratégico no desenvolvimento econômico e social do Brasil. Dada a sua importância para a geração de empregos, divisas e arrecadação tributária, além da sua contribuição para infraestrutura e indústrias de base, torna-se imprescindível a revisão e o debate acerca do marco regulatório da mineração, com vistas a promover avanços na governança, sustentabilidade, segurança jurídica e competividade do setor”, defendeu Confúcio, no seu requerimento.

Histórico

Com o superciclo mineral de 2003 a 2012, que aconteceu globalmente, começou no Brasil, em 2009, o debate sobre a atualização do Código da Mineração de 1967. Quatro anos depois, o governo enviou para o Congresso Nacional uma proposta de novo marco regulatório, criando o Conselho Nacional de Política Mineral e a Agência Nacional de Mineração. O objetivo era criar um ambiente mais favorável aos investimentos e à competitividade, com regras claras para as concessões, respeito aos contratos, aprimoramento da arrecadação e simplificação da base de cálculo.

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Em 2017, foi aprovada uma nova legislação (Lei 13.575, 2017) e, no ano seguinte, o governo regulamentou o setor (Decreto 9.406, de 2018).  Além da criação das novas instituições nacionais, houve alteração da alíquota da Compensação Financeira Pela Exploração Mineral (CFEM). O Plano Nacional de Mineração 2030, publicado em 2011, orientou essas ações. 

Segundo dados de um relatório do Ministério Público Federal, a produção mineral do Brasil, que tem algumas das maiores reservas mundiais de minérios específicos, como nióbio e ouro, tinha em 2014 cerca de 9.250 minas em operação. Elas representavam 4% do Produto Interno Bruto (PIB) daquele ano. Naquela altura, o setor era responsável por 23,5% das exportações nacionais. 

A CI está aguardando confirmação das participações de Aldo Rebelo, secretário de Relações Internacionais de São Paulo; Raul Jungmann, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM); Paulo Roberto Castellari Porchia, da Appian Capital Brazil; Letícia Botelho, advogada especialista em mineração; Ernandes Amorim, ex-senador; além de representantes dos Ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente, da Agência Nacional de Mineração, do Ministério Público do Trabalho, de universidades e de sindicatos do setor de mineração.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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