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CAS aprova benefício a empresas que apoiam pais de pessoa com deficiência

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Após aprovação na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) nesta quarta-feira (2), caberá à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a análise do projeto que concede benefícios às empresas que adotarem regime especial de trabalho para pais ou responsáveis pelo acompanhamento de pessoa com deficiência. O PL 243/2020, da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) recebeu parecer favorável, na forma de substitutivo, da senadora Jussara Lima (PSD-PI). 

A proposta altera a Lei 11.770, de 2008, para incluir no Programa Empresa Cidadã as companhias que concederem aos pais ou responsáveis por pessoas com deficiência o abono de faltas sem compensação de jornadas ou a jornada especial de trabalho, para acompanhamento em terapias, em tratamentos ou na assistência aos cuidados da vida diária. 

De acordo com o texto, as empresas que comprovarem essas medidas terão direto a prioridade e taxas de juros mais vantajosas em empréstimos junto a bancos públicos, além de margem de preferência de 10% em licitações com o poder público. Essas empresas terão vantagens quando concorrerem em processos licitatórios. 

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) leu o relatório e apoiou a proposta. 

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— Essa matéria é de uma sensibilidade ímpar, porque quando você está com alguém na família com necessidade especial, a dedicação para essa pessoa é integral. Porque, se ela tem alguma incapacidade, quem fará jus às necessidades fisiológicas dessa pessoa? É muito mais do que justo. Parabéns à senadora Mara, deve ter vivenciado isso na pele e, com a sensibilidade que tem, conseguiu transcrever isso — declarou. 

No projeto, Mara Gabrilli explicou que a ideia é “melhorar as condições de trabalho dos responsáveis por pessoas com deficiência, por meio de incentivos às empresas e sem a imposição de novas obrigações”. 

A relatora, Jussara Lima, argumentou que o projeto tem objetivo de criar um compromisso entre os interesses dos empregadores, das pessoas com deficiência e da sociedade. Ela afirmou que, no Brasil, o cuidado das pessoas com deficiência sempre recai sobre a família. 

“A inexistência de um sistema completo de prestação de serviços sociais faz com que os familiares tenham de reservar grande parte do tempo ao acompanhamento e à movimentação das pessoas com deficiência, fazendo-o, muitas vezes, à custa de seu tempo de trabalho”, explicou. 

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Substitutivo 

O texto de Mara Gabrilli previa a inserção das alterações na Consolidação das Leis do Trabalho e na lei de licitações vigente à época da apresentação do projeto (Lei 8.666, de 1993). No entanto, a relatora avaliou que, ao inserir as medidas nessas leis, elas “perderiam o caráter de voluntariedade e compensação e apontariam mais para uma função cogente ou coercitiva”. 

Além disso, a Lei 8.666 foi integralmente revogada e substituída por uma nova lei de licitações, a Lei 14.133, de 2021. Por isso, Jussara Lima apresentou um substitutivo e redirecionou as alterações para a Lei 11.770, de 2008, que cria o programa Empresa Cidadã e oferece incentivos fiscais às empresas que estenderem a licença-maternidade e a licença-paternidade dos funcionários. 

CAS

Com 21 titulares e igual número de suplentes, a Comissão de Assuntos Sociais é presidida pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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