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CAS analisa projetos relacionados à saúde na quarta

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) analisará, na quarta-feira (9), a partir das 9h, dez projetos de lei com foco nas questões de saúde. É o caso do projeto de lei (PL) 2.294/2024, que torna obrigatória a aprovação no exame de proficiência para o exercício da medicina.

O texto proposto pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) só permite novos registros no Conselho Regional de Medicina (CRM) àqueles aprovados no futuro Exame Nacional de Proficiência em Medicina. Os estudantes de medicina que ingressaram no curso antes da vigência da nova lei estarão dispensados da regra, caso vire lei.

Na CAS, o projeto tem o apoio do relator, o senador Dr. Hiran (PP-RR). A aprovação poderá levar o texto diretamente para a Câmara dos Deputados (decisão terminativa), se não houver requerimento de no mínimo nove senadores para análise em Plenário.

Serviço Social

Dr. Hiran também é relator do PL 3.898/2023, da Câmara dos Deputados, que prevê assistência social nos hospitais públicos para orientar os segurados do INSS quanto a seus direitos, em caso de incapacidade temporária ou permanente. O senador é favorável ao projeto, que será analisado somente na CAS antes de ir ao Plenário.

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Gestantes

Já o PL 6040/2019, que segue em pauta, tem objetivo de eliminar o período de carência para gestantes que contratam plano de saúde. A CAS analisará o substitutivo — versão alternativa — proposta pela relatora, senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), ao texto original do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).

Segundo Veneziano, a proposta veda o limite de 12 horas em atendimentos de urgência e emergência para as grávidas nos casos em que a gestante ainda não cumpriu os 180 dias de carência, contados desde quando contratou o plano de saúde. 

O trecho foi mantido na versão de Ana Paula, que passou a explicitar que o plano deve cobrir “todo o arsenal terapêutico disponibilizado nos planos de segmentação hospitalar”. O projeto, que é terminativo na CAS, seria analisado no colegiado em março, mas foi teve votação adiada. 

Outros projetos previstos para votação na reunião são:

  • o PL 3446/2019, para incluir no SUS o método terapêutico que inclui cavalos (equoterapia), com apoio do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que também é médico; e
  • o PL 3448/2023, que institui o dia 23 de abril como Dia Nacional de Conscientização da Fibrodisplasia Ossificante Progressiva (FOP), com relatório favorável do senador Jayme Campos (União-MT). A FOP é uma doença genética rara que transforma músculos em tecidos ósseos em diversas partes do corpo.
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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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